Os cerca de 12 mil moradores de Duartina, aparentemente, não tem o que reclamar sobre a segurança da cidade. Na praça principal, as pessoas ainda deixam os carros abertos e a chave no contato. Nas casas, é comum encontrar portas e janelas abertas. Em 2001, a cidade registrou apenas 75 furtos, quase o mesmo número da vizinha Cabrália Paulista, que tem um terço da população.
Para o delegado titular Antônio Augusto de Campos Lima, a criminalidade no município está dentro do esperado para uma cidade desse porte. “A gente vem cumprindo nossas metas. Há três anos, a quantidade de furtos era bem maiorâ€, afirma. Lima faz questão de frisar que a tranqüilidade de Duartina se deve ao trabalho da polícia, mas que o trabalho dos vigilantes noturnos ajuda bastante.
Em Barra Bonita, apesar do aumento no número de roubos no último ano e da grande incidência de furto e roubo de veículos, o delegado titular Claudemir Ferracini aponta o trabalho de prevenção às drogas com os jovens como o principal fator de contenção da criminalidade.
Há, na cidade, alguns casos assustadores, como o do jovem que matou a própria mãe no Natal do ano passado, ou a tentativa de homicídio ocorrida dentro da delegacia, há pouco mais de uma semana. O delegado garante, no entanto, que esses são casos isolados, e que a grande preocupação são os crimes cometidos contra os turistas que visitam a cidade, localizada às margens do rio Tietê. “Se os turistas descuidam, os bandidos aproveitam a situaçãoâ€, relata.
O “sossego†de Barra Bonita, confirmado por moradores, deve-se em grande parte ao trabalho do Conselho Tutelar e da Legião Mirim, entidades que auxiliam na recuperação e na educação de menores infratores ou com problemas familiares, muitos deles ex-usuários de drogas. “Cada situação que chega aqui é estudada separadamente, mas percebemos que muitos jovens problemáticos vêm de famílias de classe média altaâ€, conta Ivanilda Braz Silva, presidente do Conselho Tutelar.