Pesca & Lazer

Aquece pesca do tucunar

Tribuna Impressa
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Na Amazônia esta é uma das melhores épocas para a pescaria do tucunaré. Os rios estão enchendo e inundando as várzeas, além de formarem incontáveis lagoas onde o embaixador dos rios faz a sua moradia. Mais um pouco de tempo e, quando as precipitações terminarem, haverá a confirmação do auge da temporada para a espécie. Quem já teve a oportunidade de realizar pescarias no Pará, Rondônia ou Amazonas sabe dos verdadeiros monstros que podem ser capturados aliando a valentia do peixe a espetáculos inesquecíveis de ataques, fugas e saltos que fazem as pernas tremerem e a voz custar a sair.

O pescador que tiver a oportunidade de viajar ainda em março, deve prepare-se para uma grande aventura, pois neste período as chuvas são diárias, as estradas imprestáveis e infra-estrutura quase nula, mas tenha a certeza que todo sacrifício valerá a pena.

Quase longe

Menos distante, há a região de Pereira Barreto, excepcional para a pescaria de tucunaré, no estado paulista. Programe a viagem com antecedência e cuidado. Para aqueles que não querem sofrer, existem inúmeras pousadas munidas de tudo o que o pescador precisa. Procure trocar informações com quem já esteve na região para acertar os alvos com maior precisão. Bem acima, na região de Planura-MG é oferecida também uma boa retaguarda para a pescaria dos tucunarés, já que naquele ponto do Rio Grande eles são abundantes e raramente uma viagem é perdida.

Mais perto

Quem prefere sair de manhã e voltar à tarde para casa ou no máximo no dia seguinte, existem vários pontos de pescaria de tucunarés na região, uns mais próximos e outros um pouco mais distantes, porém perfeitamente atingíveis em apenas algumas horas de viagem. O rio Tietê oferece boas pescarias de tucunarés na proximidade de Bariri, Ibitinga e Borborema. Um pouco mais de conforto terá o pescador que procurar a pousada da Cesp, imediatamente acima da barragem de Ibitinga. Por ser um lugar destinado ao descanso dos funcionários da companhia, é prudente verificar antes da viagem a possibilidade de uma pescaria mediante regras a serem obedecidas. Para quem tem espírito de aventura, o melhor a fazer é descobrir uma área de floresta inundada (e no trecho citado existem várias), armar o acampamento e, munidos de tralha, barco e motor, dedicar-se à pescaria.

Tamanho

Ao contrário da região amazônica onde “os monstros” crescem, os peixes por aqui são quase sempre de pequeno para médio porte. Talvez pela mudança da composição da água ou pelo fato de não serem espécies nativas, o fato é que raramente um exemplar de cinco quilos será capturado nos pontos citados. Mas o tucunaré é aquele que desde bebê é valente, voraz, brigador e mesmo um exemplar de pouco mais de um palmo trará uma briga que será sempre emocionante e inesquecível.

É inquestionável a necessidade da prática do pesque-e-solte, pois esta é a única maneira de deixá-los crescer até as medidas mínimas de captura devendo o pescador realmente consciente, não predar nem mesmo os exemplares adultos para que eles possam crescer e se reproduzir.

Equipamentos

A pescaria com iscas artificiais é sem dúvida a mais emocionante forma de buscar os tucunarés. O lançamento bem feito, com a tração correta, podem resultar na explosão do ataque na flor d’água, um espetáculo inesquecível. Basta escolher o período ideal, a partir das 16 horas, equilibrar o conjunto entre medida da linha, tamanho da isca e da vara, e preparar-se para o balé.

Para os adeptos da pesca de mosca, o fly, a pescaria pode ser muito produtiva. Porém, a escolha da mosca certa na pesca do tucunaré pode determinar o sucesso ou fracasso da pescaria em relação à captura de grandes exemplares. Os grandes tucunarés se alimentam de peixes relativamente grandes, portanto se você utilizar moscas pequenas provavelmente só fisgará tucunarés pequenos. Divers e streamers atados em fortes anzóis de 3/0 a 5/0 e com 15 cm ou mais são efetivos. Você pode usar um conjunto número 9 ou 10, que será eficiente.

Os tucunarés, mesmo os pequenos, costumam engolir completamente a mosca, e, apesar de não terem dentes, podem destruir uma mosca com relativa facilidade. Por isso no atado da mosca é importante tomar precauções para aumentar sua durabilidade.

Já o tucunaré paulista, sugere o uso de um pequeno streamer, um equipamento número 7, embora um conjunto número 5 fará a luta mais emocionante ainda. A sugestão é usar a linha floating, pois nesta época o tucunaré ataca basicamente na superfície.

Peixe pavão

Não seria exagero dizer que Deus ao criar o tucunaré inspirou-se no arco-íris. Dele, aproveitou as cores laranja, violeta e vermelha e misturando-as com sua inatingível sabedoria e produziu um dos mais belos peixes que habitam as águas. Tanta beleza seria motivo de inveja para os demais, por isso, e também sabiamente, dotou-lhe a barbatana caudal de um “ olho” para confundir os invejosos. Talvez, confirmando a sua predileção, orientou o peixe para que cuidasse de sua prole e só a abandonasse depois de prontos para a vida. A nós, nada mais resta do que obedecer, compreender e aceitar esta preferência.

Na hora de soltar o peixe...

- Segure o peixe horizontalmente dentro da água e movimente-o para frente e para trás por um pequeno período de tempo para que se recupe antes de ser liberado;

- Evite soltar o peixe nas margens;

- Se o peixe tiver que ser pego numa rede do tipo passaguá, procure uma rede feita de material leve, sem nós, pois vai causar menos ferimento do que as redes tecidas de propileno;

- Se o peixe for colocado no chão para medida ou fotografia ou para a própria retirada do anzol , prefira uma superfície macia, molhada ao invés de superfície grossa e seca, que pode causar danos à pela do peixe;

Cobrir os olhos do peixe pode acalmá-lo rapidamente.

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