Tribuna do Leitor

O IMPORTANTE É SER GENTE

Isolina Bresolin Vianna
| Tempo de leitura: 2 min

Fiquei muito agradecida por todas as manifestações de apreço recebidas no Dia Internacional da Mulher, especialmente aquele gostoso e agradável café da manhã no Jornal da Cidade. Na impossibilidade de agradecer a todos e a cada um dos muitos manifestantes de suas homenagens, sintetizo nas pessoas das duas brilhantes jovens mulheres Giselle Hilário e Márcia Duran os meus agradecimentos.

Gostaria contudo de lhes dizer que o mais importante não é ser mulher ou homem, homo ou hétero, branco, preto, vermelho ou amarelo, velho ou moço, o importante mesmo é ser gente. É ser capaz de enfrentar as vicissitudes da vida com garra e galhardia, com ética e força de caráter, ser cumpridor da palavra dada, colher com coragem e reconhecimento tudo aquilo que tenha plantado, de bom ou não, assumindo assim todos os atos praticados. É não fazer aos outros o que não quer para si, é não ser com relação ao próximo um competidor, mas sim um colaborador, é respeitar a individualidade do outro, reconhecendo-lhe o direito de ser como é e aceitando-o assim; é saber sempre encontrar um jeito de entender, justificar e perdoar, sendo mais indulgente com os outros do que consigo própria. É ser capaz de se conduzir com humildade diante dos poderosos, sem ser servil, mas ser igualmente humilde diante dos mais simples, para não humilhá-los.

Enfim, é praticar a versão atualizada dos velhos “amai-vos uns aos outros” e/ou “não façais aos outros o que não quereis que vos façam”. Isso sim é mais importante ainda do que ser qualquer outra coisa e é o que eu venho, ao longo da vida, procurando aprender e acho que a maioria daquelas mulheres homenageadas e cujo encontro se deu naquele café da manhã também está procurando acertar em suas profícuas vidas de conspícuas cidadãs bauruenses. (Isolina Bresolin Vianna)

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