Bairros

IPMet registra 32,9 graus, mas sensação térmica é bem maior

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A temperatura mais alta registrada ontem pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi 32,9 graus, às 14h20. Mas a sensação témica nessa hora, para quem estava exposto ao Sol, foi de muito mais calor, de 36 graus. E a temperatura deve continuar alta. Para hoje, a previsão é que a máxima fique entre 33 e 35 graus, com possibilidade de chuvas e trovoadas à tarde.

A tendência é que até domingo, as temperaturas continuarão elevadas, com condições de chuvas e trovoadas isoladas à tarde e noite. Para quem está achando que março está muito quente neste ano, o meteorologista Luiz Fernando Nachigall, do IPMet, esclarece que temperaturas na casa dos 30 graus é normal nessa época. “Apesar de estarmos aproximando da entrada do outono (próximo dia 20), esse calor é normal. Entre 14 e 25 de março do ano passado, por exemplo, a temperatura máxima ficou na casa dos 30 graus todos os dias”, conta.

Além de temperaturas máximas altas, as mínimas registradas nos últimos dias também são elevadas. A menor temperatura registrada ontem, por exemplo, foi 21,7 graus, às 6h25. E já nas primeiras horas da manhã alcançou os 30 graus, caindo apenas à noite. Às 17h30, mesmo com os raios solares mais fracos, o IPMet ainda registrava 32 graus.

Nachigall explica que o IPMet faz a medição da temperatura seguindo os padrões meteorológicos mundiais, com o termômetro à sombra. Por isso, ressalta, sempre há diferença entre a medição feita pelo IPMet e as registradas por termômetros de rua, que ficam expostos ao Sol. Ao relento, os termômetros de rua de Bauru têm ultrapassado os 36 graus nos últimos dias nos horários de pico do Sol.

Mas Nachigall, a pedido do JC, calculou a sensação térmica às 14h20 de ontem, quando o IPMet registrou 32,9 graus. O resultado da equação matemática, que considera a umidade do ar e a velocidade do vento, entre outras variáveis, foi que nesse horário, ao Sol, a sensação era de 36 graus. Nessa hora, a umidade era de 50%.

Venda de sorvetes

O calor dos últimos dias tem deixado felizes os proprietários de sorveterias. As vendas aumentaram entre 30% e 50%. Cláudio Braga, dono de uma sorveteria na Bela Vista, comemora o aumento de cerca de 40% das vendas e espera que o calor continue.

Braga conta que janeiro e fevereiro foram meses ruins para o setor porque choveu muito. “Se chove, cai a temperatura e vendemos menos”, explica. Para agradar os clientes, ele conta com dois sabores especiais: negresco (leva creme e biscoito) e bombom suiço (com leite condensado e chocolate suiço).

Edésio José Morgan, proprietário de uma sorveteria no Centro, também está dando graças às altas temperaturas. “Em comparação a janeiro, estamos vendendo de 30% a 50% mais”, conta. Ele também lembra que janeiro choveu muito, o que causou vendas baixas.

Na sua sorveteria, o líder de vendas é o sorvete de flocos. “O mais tradicional é o de flocos porque todos gostam, de criança a idosos. Depois estão o de morango e chocolate”, ressalta. Mas os sabores romeu e julieta e banana caramelizada, exóticos, despertam vontade em muitos clientes, de acordo com Morgan.

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