Economia & Negócios

Tilibra opta por capitalização e descarta fábrica na Bahia

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

A Tilibra S/A, maior fabricante de cadernos do Brasil e terceira da América Latina, desistiu, pelo menos neste ano, da implantação de uma segunda fábrica, na Bahia. Pedro Henrique Coube, diretor-superintendente da empresa, afirmou que a principal preocupação no momento é capitalização da Tilibra, como forma de reduzir a utilização de capital de giro do mercado durante o período de entressafa.

Coube disse que a nova fábrica, que deixaria a empresa mais próxima de um dos seus principais fornecedores, a Bahia Sul, e também do mercado consumidor das regiões Norte e Nordeste brasileiro, além do Norte de Minas Gerais, seria muito interessante, mas em uma outra situação. “Está descartado momentaneamente. Preferimos investir no nosso parque, investir aos poucos. Valeria a pena se estivesse sobrando recursos, muito mais pela proximidade do mercado consumidor”, afirma, lembrando que, nos Estados Unidos, que também tem dimensões continentais, os fabricantes chegam a ter seis fábricas para atender o mercado como um todo de forma mais eficiente.

O estudo para implantação da nova fábrica, que pode ser retomado no futuro, faz parte de um antigo convite da Companhia Suzano de Papéis, que é a controladora da Bahia Sul. A idéia era que a Tilibra se instalasse próximo à fabricante de papel, o que poderia proporcionar uma economia de, pelo menos, 10% somente com frete da matéria-prima até Bauru e, depois, com a volta do produto acabado até aquela região.

A Bahia vem oferecendo grandes incentivos fiscais para que empresas se instalem lá, como foi o caso da Ford, entre outras. Para a Tilibra, como não poderia deixar de ser, foram ofertados incentivos do programa o Pró-Bahia. Além disso, a empresa deveria contar com apoio, também, na infra-estrutura.

Além de atender o mercado do Norte e Nordeste do País e Norte de Minas, a intenção era de que a nova fábrica pudesse se tornar a plataforma de exportação da empresa, que vem aumentando suas vendas para o mercado exterior, nos últimos anos, com a abertura de “filiais”, como a Tilibra Argentina e a Tilibra Chile, ou simples vendas para Estados Unidos e Europa.

Auditoria

Pedro Henrique Coube revelou que a Tilibra já vem passando pelo processo anual de auditoria, que é realizado pela Arthur Anderssen. Ele destaca que o processo é normal antes da publicação anual do balanço da empresa.

O ano operacional da Tilibra vai de abril até março do ano seguinte. A auditoria externa é realizada pela maioria das grandes empresas, como forma de corroborar os números que são apresentados e publicados no balanço anual.

Comentários

Comentários