Geral

Instituto luta contra o déficit

Marcelo Ferrazoli
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Mesmo sendo uma parcela pequena da população em condições de dispender recursos para a previdência privada, o INSS sente os reflexos do aumento dessa tendência.

A exemplo de várias unidades da instituição no País, a agência local amarga déficits mensais na arrecadação dos benefícios previdenciários. Somente nos últimos dois anos, a diferença acumulada entre o volume arrecadado e o pago atinge a cifra dos R$ 438 mil. Dos Estados brasileiros, apenas quatro apresentam superávit previdenciário: São Paulo, Amazonas, Distrito Federal e Roraima.

Para tentar equilibrar as contas, o INSS/Bauru está desenvolvendo um trabalho, que também está sendo efetuado em nível nacional, junto à comunidade. Maria Apparecida Ventrichi Martins é coordenadora do Programa de Estabilidade Social, que entrou em atividade em fevereiro do ano 2000 com o objetivo de divulgar as atividades da Previdência Social e, principalmente, arregimentar trabalhadores que não contribuem à Previdência.

Segundo a coordenadora, encontram-se nessa situação em Bauru muitas empregadas domésticas e mototaxistas. “Em Bauru, cerca de 60% da primeira categoria trabalha sem registro em carteira. Entretanto, quando acontece alguma coisa, elas vêm bater à nossa porta em busca de benefícios e acabam não conseguindo por não terem contribuído anteriormente”, diz ela. “Por isso, esse programa pretende mostrar que a previdência ainda é um seguro barato para a pessoa pagar”, salienta ela.

Os mototaxistas, conforme Maria, têm enfrentado dificuldades semelhantes. Segundo ela, muitos sofrem acidentes e, quando dirigem-se à previdência, acabam verificando que não tem direito ao benefício. Mas o trabalho do programa já tem rendido frutos. Somente no ano passado, mais de 7.500 novas inscrições foram feitas no INSS graças à ação dos servidores que integram o Estabilidade Social.

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