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Aventura perigosa

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

Três garotos que brincavam nos bueiros da rua José Miguel, no Popular Ipiranga, passaram por quase uma hora de pânico no início da tarde de ontem. Eles se perderam nas galerias de águas pluviais, ficaram presos sob um respiro e mobilizaram três Unidades de Resgate e dez homens do Corpo de Bombeiros para sair da enrascada.

Logo após o resgate, Ivo Augusto Rodrigues Moreira, de 10 anos, Fernando Henrique de Jesus Domingues, de 9 e Diego Roberto Ribeiro, de 7 anos, ainda assustados, tentavam explicar que por muitas vezes entravam em um bueiro de um lado da rua com o objetivo de sair do outro lado. Eles contam que conseguiam a façanha pelo fato das bocas de lobo estarem abertas por causa das chuvas.

“Só que gente entrou pelo buraco errado e não achava a saída. A gente andou, andou, até que encontrou uma luzinha e um cabo de vassoura no meio de um monte de lixo. Eu peguei o cabo e comecei a mexer pela fresta (do respiro). Aí apereceu um moleque que falou que ía chamar o bombeiro”, relata Ivo ofegante.

Por sorte, o garoto realmente chamou por socorro e em 20 minutos depois os três meninos estavam fora de perigo.

Segundo, os bombeiros que atenderam a ocorrência, os meninos ficaram perdidos na galeria e só foram resgatados três quadras adiante de onde a brincadeira malsucedida começou.

Pelos cálculos dos garotos e das mães que também notaram o sumiço dos meninos, eles passaram quase uma hora presos na tubulação.

Os bombeiros precisaram mobilizar inclusive um guindaste para retirar um respiro do cruzamento em que os garotos se encontravam. O escorredouro que se encontrava no local era feito com trilhos de estrada de ferro e pesava 300 quilos, foi preciso quebrar os asfalto ao redor para içá-lo.

Segundo o sargento Vinícius José da Silva, da Unidade de Resgate, os garotos poderiam permanecer no local por até três ou quatro horas. Mas se algo como uma chuva ou um mal-estar acontecesse, poderia ser registrada até uma morte, acrescenta o comandante da operação José Correia Melo.

Aparentemente, os meninos foram retirados apenas com escoriações leves e levados imediatamente ao pronto-socorro do bairro onde ficaram em observação, acompanhados das mães.

Nervosa, Maria Rosa de Almeida, mãe de Diego, não parava de tremer. Ela conta que já tinha chamado a atenção do filho e dos amigos sobre o perigo das bocas de lobo. Disse ainda que os garotos tinham parado de brincar no local. “Mas eles voltaram, né e você viu no que deu, espero que agora eles escutem mais a gente”.

Ao primeiro impacto, eles prometem nunca mais brincar no local e dizem que quando estavam no “lugar escuro, quente e fedido”, tiveram medo de morrer ou de demorar muito para serem encontrados.

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