Regional

Lavrador mata família e se suicida em São Manuel

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

São Manuel - Uma tragédia chocou ontem os moradores de São Manuel (SP), a cerca de 60 quilômetros de Bauru. O lavrador José Roberto Alves Oliveira, 32 anos, matou a facadas a mulher, sua filha de 6 anos, dois enteados, de 10 e 13 anos, e feriu gravemente o cunhado e outro enteado. Depois de cometer o crime, Oliveira se matou, utilizando um facão.

O crime ocorreu por volta das 3h da madrugada de domingo, na rua José Alcides Inocente, 200, no núcleo CDHU 2. Vizinhos chamaram a polícia ao avistarem uma das vítimas, Valdinei Aparecido Goes Oliveira, 19 anos, um dos enteados do lavrador, próxima à casa com sinais de esfaqueamento. Valdinei foi levado em estado gravíssimo ao hospital da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.

Uma outra testemunha contou à polícia que escutara gritos vindos de dentro da casa. A polícia, vendo sinais de sangue pela porta da sala, invadiu a residência e encontrou mortos, além do lavrador, sua companheira, Maria Aparecida Lourenço, 38 anos, a filha do casal Keli Roberta Alves de Oliveira, de 6 anos, e outros dois filhos de Maria Aparecida, Jeferson Aparecido de Souza, 10 anos, e Aline Carla Lourenço, 13 anos.

Também estava no local, bastante ferido, o irmão de Maria Aparecida, Valmir Aparecido Lourenço, de 22 anos, portador de deficiência mental. Ele foi internado em estado grave no hospital da Unesp em Botucatu. Ele teria dito a seguinte frase: “Foi o Beto, foi o Beto”, referindo-se ao lavrador.

Segundo informações da polícia, José Roberto teria planejado fuga, já que na casa foram encontradas duas mochilas com roupas junto a uma bicicleta. A hipótese é de que ele teria cometido suicídio quando percebeu que os gritos das vítimas havia chamado a atenção dos vizinhos.

Para cometer o crime, José Roberto utilizou três tipos de facas. Na casa ainda foi encontrado um caderno em que estava escrita a mensagem “Mara, a culpa é do Fravinho”.

Mara seria uma cunhada que freqüentava a casa para assistir televisão quase todas as noites. Ela teria dito à polícia que não havia percebido nada de anormal quando esteve lá no sábado à noite.

No enterro da família, ontem, às 18h, houve tumulto e a polícia teve que ser chamada para conter os populares, revoltados com a violência do crime.

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