O Brasil manteve a supremacia continental nos desportos aquáticos. A equipe brasileira venceu o 36º Sul-Americano, disputado em Belém, ao conquistar 84 medalhas - 40 de ouro, 26 de prata e 18 de bronze. A Argentina ficou em segundo.
Ontem, no último dia de competição, foram realizadas as provas finais da natação. O nadador Edvaldo Valério foi a sensação do dia. O baiano, depois de virar atrás de Gustavo Borges, arrancou nos últimos 10 metros e foi campeão dos 100m livre, superando o tempo de campeonato de Fernando Scherer (50s04), em1998, na Venezuela.
Marcelo Tomazini bateu o recorde sul-americano nos 200m peito, com 2min16s21, e também levantou a arquibancada. Ele superou a própria marca, obtida nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, 2m17s04.
Flávia Delaroli venceu os 50m livre nadando abaixo de 26 segundos. Ela baixou o próprio recorde de campeonato, com 25s95, chegando perto do próprio recorde sul-americano, 25s89.
Fabíola Molina e Nayara Ribeiro deram o troco. Derrotadas nas etapas anteriores por nadadoras argentinas, no último dia Fabíola venceu os 100m costas e Nayara, os 1500m livre, prova em que foi finalista no Mundial dos Desportos Aquáticos, no Japão, há oito meses.
Os nadadores brasileiros ganharam 64 medalhas ( 28 de ouro, 24 de prata e 12 de bronze) e superaram três recordes sul-americanos além de 13 dos 20 recordes de campeonato.
A natação sincronizada assegurou o 17o ano de invencibilidade no continente. Os saltos ornamentais também brilharam e esperam voar mais alto no Grand Prix da Federação Internacional no México e nos EUA. O pólo aquático foi campeão invicto. Além disso, os quatro medalhistas de ouro das maratonas aquáticas – Viviane Motti, Natália Yakovleva, Guilherme Bier e Carlos Pavão – partem em setembro para o Egito, onde participarão do Mundial da modalidade.