Política

Maria-Fumaça consumia a madeira extraída de horto

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

A área onde hoje está instalado o horto florestal de Aimorés foi adquirida pela ex-Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) entre as décadas de 10 e 20 do século passado.

Naquela época, os trens de carga e de passageiros da companhia que circulavam entre Bauru e Campinas e Bauru em direção a Alta Paulista eram tracionados por locomotivas a vapor, a popular Maria-Fumaça.

Conforme os trilhos da Paulista avançavam rumo ao Interior do Estado, os hortos florestais eram formados para garantir o combustível da Maria-Fumaça, a madeira, que virava cinzas em sua fornalha, gerando o vapor que impulsionava suas gigantescas rodas.

Com a chegada da tecnologia da tração diesel-elétrica e elétrica, na década de 40, a extração de madeira para alimentar as locomotivas a vapor começou a diminuir. Com isso, os imensos hortos florestais instalados à beira das linhas foram sendo desativados e abandonados pela companhia.

A CPEF deixou de ser privada no início dos anos 60, quando o Governo do Estado encampou a empresa. Em 1971, foi constituída a Ferrovia Paulista S/A (Fepasa), que passou a administrar as companhias ferroviárias do Estado, hoje proprietária do espólio que restou dos hortos florestais.

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