Política

Peemedebistas divergem sobre aliança

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

As principais lideranças locais e regionais do PMDB não falam a mesma língua sobre a coligação praticamente fechada com o PSDB. Representantes da base do partido ainda defendem o lançamento de candidatura própria à Presidência da República e consideram traição a aliança selada pela cúpula com os tucanos. Mas o deputado federal Milton Monti (PSDB), de São Manuel, faz uma leitura diferente da situação.

Eles insistem que o PMDB tem quadros para o embate eleitoral de outubro próximo e citam nomes como os dos governadores Itamar Franco (Minas Gerais) e Jarbas Vasconcelos (Pernambuco). O senador Pedro Simon (PMDB-RS) também é sempre lembrado para abraçar a causa.

O presidente da executiva municipal do partido, Alex Gasparini, acredita que o deputado federal Michel Temer - presidente nacional da legenda - está cometendo um “equívoco histórico” ao articular a aliança com os tucanos.

“O Temer amordaçou as bases do PMDB”, critica. Para ele, a questão não envolve somente o lançamento de candidatura própria ao Palácio do Planalto. â€œÉ inconcebível que o maior partido do País, com o maior número de vereadores, de congressistas, de prefeitos, não tenha candidato próprio à Presidência da República.”

O peemedebista afirma que, mais cedo ou mais tarde, Temer terá que arcar com esse ônus. “Eu só espero que essa situação não venha a prejudicar o PMDB. O partido já passou por crises maiores que essa e sobreviveu.”

Gasparini ainda tem esperança de que o processo de aliança com o PSDB seja revertido. Para que isso seja viabilizado, ele diz que lideranças peemedebistas como o ex-governador Orestes Quércia, o governador Itamar Franco e o senador Pedro Simon organizam uma reação em conjunto para desestabilizar a coligação com os tucanos.

O presidente da executiva municipal do PMDB garante que as bases do partido, em todo o País, não vão seguir as orientações da cúpula nacional e fazer campanha para as candidaturas do PSDB. “Essa decisão de cima para baixo será encarada como ilegítima”, afirma.

â€œÉ um acinte”

Essa é a definição do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) para a aliança do seu partido com o PSDB. â€œÉ um acinte à própria capacidade do partido de mobilização, de transformação do nosso País. Fiquei muito envergonhado e chateado com essa história.”

Agostinho lembra que o PMDB ainda é o maior partido do Brasil, seguido pelo PSDB e pelo PFL. “Com certeza, teria chances com candidatura própria, mas a opção foi por negociações, por cargos na administração e por um vice na chapa.”

O ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) foi procurado pela reportagem do Jornal da Cidade para se posicionar sobre o assunto, mas não retornou a ligação.

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