Tribuna do Leitor

MENTIRAS MOVIDAS À GASOLINA

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Tem certas coisas na vida que só um economista ou um mágico podem explicar. No começo do ano, com o intuito de melhorar seus índices de popularidade, FHC comunicou a população com toda pompa que a gasolina teria uma redução de até 25% (vinte e cinco porcento) nas refinarias de petróleo. O que ele esqueceu de contar para o povão é que o gás de cozinha teria um aumento simultâneo a partir daquele mesmo momento.

Como desgraça pouca é bobagem, FHC omitiu da classe média que a redução na bombas de combustível seria de apenas 11%, uma vez que os governadores se recusaram a reduzir o abusivo ICMS cobrado dos combustíveis.

Em resumo, o governo FHC mentiu, melhorou sua popularidade na pesquisa seguinte e de quebra prejudicou as classes C, D e E, que não possuíam veículos e ainda tiveram prejuízos com seus fogões na cozinha.

O interessante é que o mesmo governo está anunciando um inexplicável aumento da gasolina de 2,2%, entretanto o impacto será muito maior proporcionalmente aos contribuintes que forem abastecer seus veículos nas bombas de combustíveis.

Em Bauru, a gasolina que estava sendo comercializada na faixa de $ 1,39, passou para $ 1,52, aumentando aproximadamente 9,35%. Quer dizer que quando houve redução dos preços em 25% na refinarias, o cliente teve apenas 11% de redução nas bombas, entretanto, quando o mesmo combustível de péssima qualidade sofre um pequeno reajuste de 2,2%, o cliente sofre um repasse de até 9,35% na hora de abastecer seu veículo.

Pobre povo que elege, reelege, acredita em propagandas políticas enganosas e se deixa levar por tudo que a mídia formula. Mais parece um zumbi teleguiado pelas elites feito um joguete ano após ano. Não se indignar com as atitudes desse governo é aceitar sua própria subserviência calado e prostrado no sofá esperando à morte chegar. Reage, povo brasileiro! (Rafael Moia Filho)

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