Economia & Negócios

SPB gera dúvidas no empresariado

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que entrará em vigor no dia 22 de abril, modificará a rotina de administração financeira de todas as empresas, principalmente as de médio e grande portes. Em Bauru, alguns empresários consultados não quiseram falar sobre o assunto por ainda não conhecer a fundo as mudanças que virão.

Entre os vários objetivos do novo sistema está a redução dos riscos de quebra de bancos, já que o Banco Central controlará, por meio eletrônico, todo o mapa do sistema financeiro nacional.

De acordo com a assessoria de imprensa da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em Bauru, a principal alteração do SPB será a criação de um sistema eletrônico de transferência de recursos em tempo real através da Transferência Eletrônica Disponível (TED), que fará a transferência “on line” para todas as quantias acima de R$ 5 mil.

A função de um sistema de pagamentos é permitir o processamento e liquidação de pagamentos e a transferência de recursos entre pessoas físicas, empresas, setor público, Banco Central e instituições financeiras.

Quando um cheque é assinado ou uma conta é quitada, está sendo utilizado um sistema de pagamentos. A partir de 22 de abril, o atual sistema passará por um processo de modernização que vem sendo desenvolvido nos bancos há cerca de três anos.

Com o novo SPB, os bancos também passarão por uma profunda transformação. Cada instituição terá que programar, diariamente, quanto precisará deixar de reserva no Banco Central para atender às suas necessidades de caixa.

Se o volume de transferências ultrapassar o valor dessa reserva, a operação não poderá ser concluída até que os recursos sejam levantados com outra instituição financeira. Atualmente, isso não ocorre.

Para o vice-presidente do Ciesp, Ricardo Marques Coube, a queda dos juros e a ampliação do crédito direcionado à produção nacional deveriam estar entre as premissas do novo SPB.

“Se é um processo de primeiro mundo, no qual os bancos passam a ser mais coniventes com todo o sistema bancário, um dos objetivos básicos deveria ser a queda dos juros acompanhada de mais crédito à produção. Contudo, em nenhum momento alguém se comprometeu a dizer que isso significará avanço ou vantagens explícitas ao cliente sob essa ótica. Só se fala em itens de ordem técnica”, observa Coube.

Para explicar as mudanças do novo SPB junto ao empresariado local, no próximo dia 17 a regional do Ciesp promoverá uma palestra sobre o tema. O evento é aberto a todas as empresas, associadas ou não.

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