Os servidores públicos municipais decidiram, em assembléia realizada ontem, aceitar o percentual de 7% de reposição salarial oferecido pelo prefeito Nilson Costa (PPS). A categoria, no entanto, fez questão de deixar registrado que a aprovação do índice foi feita com reservas.
A decisão dos trabalhadores da Prefeitura de Bauru também acata os 10% de aumento no valor do vale-compra, que passará a valer R$ 109,98. Segundo Sônia Carvalho, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), os funcionários decidiram que vão continuar a pressionar o prefeito para ampliar o percentual de reposição.
“A categoria quer maisâ€, avisa. A dirigente sindical explica que os servidores presentes na assembléia - cerca de 150 - aprovaram a decisão de colocar a categoria em estado permanente de alerta.
“Tudo pode acontecer. Até mesmo a greve não está descartadaâ€, avisa a sindicalista. Ela informa que as negociações com a administração ainda não se encerraram. Na terça-feira, dirigentes do Sinserm e da Prefeitura vão fazer nova rodada de negociações para dar seqüência às discussões dos outros itens que compõem a pauta da campanha salarial deste ano.
No próximo dia 2, o sindicato realiza nova assembléia para discutir o avanço das negociações com a Prefeitura. “Nessa assembléia também vamos discutir a realização de alguma atividade para reforçar a campanha.â€
Na opinião dela, a categoria terá reposição salarial de apenas 3%. “A conta é simples: vamos ter que pagar 4% do plano de saúde. Sete menos quatro é igual a três. Aceitamos os 7% sob protestos. Ninguém ficou satisfeito com isso.â€
A dirigente sindical diz, ainda, que uma parte dos trabalhadores presentes à assembléia chegou a sugerir a paralisação imediata das atividades. “Todos ficaram indignados e revoltados com a proposta final do senhor prefeito.â€
A categoria receberá os salários deste mês já com a reposição salarial de 7% creditada no pagamento.