Rio - A família Marinho vai se desfazer de parte das 20 repetidoras regionais da Rede Globo nas quais tem participação. A redução das participações acionárias - ou até a venda total - é uma estratégia para gerar recursos para o processo de reestruturação da Globopar, holding que controla as empresas das Organizações Globo, informou a diretora de Relações Externos da Central Globo de Comunicação (CGCom), Mônica Albuquerque.
A venda das participações em repetidoras será uma ação feita por pessoas físicas. São integrantes da família Marinho que têm investimentos pessoais nessas emissoras e venderão suas cotas individualmente.
A diretora da CGCom alega que, por enquanto, não há negociação em curso, apenas uma “sondagem de mercadoâ€. Ela ressaltou, também, que não se trata de um negócio capitaneado pela Rede Globo. Não foi informado quanto a família pretende arrecadar com a venda das ações.
As primeiras emissoras das quais a família Marinho pretende se desfazer seriam a Modelo, de Bauru, a Progresso, de São José do Rio Preto, e a Vanguarda, de São José dos Campos. Os diretores dessas repetidoras Paulo Siqueira, Celso Pelosi e Eduardo Simbalista, que coordenam a Modelo, a Progresso e a Vanguarda, respectivamente, não atenderam a imprensa ontem.
O diretor de Relação com as Repetidoras da Rede Globo, Marcelo Lira, não foi encontrado para comentar a estratégia da família Marinho.
A venda de parte das repetidoras que pertencem à família vem à tona dez dias depois do polêmico anúncio de capitalização de R$ 1 bilhão da Globo Cabo, empresa de TV a cabo das Organizações Globo. A operação terá aporte de R$ 284 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa teve prejuízo líquido de R$ 700 milhões em 2001.