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Venda de emissoras da Globo poderá incluir a TV Modelo

Por Clarissa Thomé | Agência Estado
| Tempo de leitura: 1 min

Rio - A família Marinho vai se desfazer de parte das 20 repetidoras regionais da Rede Globo nas quais tem participação. A redução das participações acionárias - ou até a venda total - é uma estratégia para gerar recursos para o processo de reestruturação da Globopar, holding que controla as empresas das Organizações Globo, informou a diretora de Relações Externos da Central Globo de Comunicação (CGCom), Mônica Albuquerque.

A venda das participações em repetidoras será uma ação feita por pessoas físicas. São integrantes da família Marinho que têm investimentos pessoais nessas emissoras e venderão suas cotas individualmente.

A diretora da CGCom alega que, por enquanto, não há negociação em curso, apenas uma “sondagem de mercado”. Ela ressaltou, também, que não se trata de um negócio capitaneado pela Rede Globo. Não foi informado quanto a família pretende arrecadar com a venda das ações.

As primeiras emissoras das quais a família Marinho pretende se desfazer seriam a Modelo, de Bauru, a Progresso, de São José do Rio Preto, e a Vanguarda, de São José dos Campos. Os diretores dessas repetidoras Paulo Siqueira, Celso Pelosi e Eduardo Simbalista, que coordenam a Modelo, a Progresso e a Vanguarda, respectivamente, não atenderam a imprensa ontem.

O diretor de Relação com as Repetidoras da Rede Globo, Marcelo Lira, não foi encontrado para comentar a estratégia da família Marinho.

A venda de parte das repetidoras que pertencem à família vem à tona dez dias depois do polêmico anúncio de capitalização de R$ 1 bilhão da Globo Cabo, empresa de TV a cabo das Organizações Globo. A operação terá aporte de R$ 284 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa teve prejuízo líquido de R$ 700 milhões em 2001.

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