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MST promete mais manifestações

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os sem-terra, que afirmam que vão continuar em Bauru até receber uma garantia do Incra de regularização das terras, anunciam que vão fazer outros protestos e não descartam acampar na cidade. “Não vamos arredar o pé de Bauru enquanto o Incra não atender nossas reivindicações. Vamos continuar fazendo nossos atos e, se for preciso, acamparemos aqui”, diz Roberto Carlos de Souza, integrante do MST.

Hoje, o grupo deve fazer mais uma assembléia para avaliar o protesto de ontem e definir os rumos do movimento. Ontem, no final do ato na Rondon, Souza já anunciava que o MST não vai dar trégua. “Se precisar, se o Incra não nos atender, vamos ocupar a pista de novo ou outro lugar da cidade. Para quem está há anos morando na beira da estrada, tanto faz onde acampar”, diz.

Simone Gonçalves, integrante do grupo, conta que está disposta a ficar na cidade quanto tempo for preciso. “Minha família está acampada há três anos na beira da estrada”, conta. De origem rural, Simone relata que sua família acabou mudando-se para Assis. Por conta das dificuldades de emprego na cidade, a família resolveu retornar para a área rural e por isso aderiu ao MST. “Meus pais e minha filha de 7 anos também estão na luta”, frisa.

Além de agilidade na desapropriação de terras e regularização das famílias já acampadas nos municípios de Guarantã, Promissão, Presidente Alves e Piratininga, o grupo de sem-terra quer a libertação de quatro membros do MST do acampamento de Iaras que estão presos. Anteontem, após passeata pela área central da cidade, que culminou com protesto em frente à prefeitura, os sem-terra conseguiram audiência com o juiz Heraldo Garcia Vitta, titular da 2.ª Vara da Justiça Federal para saber do trâmite do processo de desapropriação de duas fazendas. A comissão de sem-terra saiu da reunião satisfeita com a explicação do juiz, que prometeu dar a sentença da desapropriação da fazenda Floresta 1 dentro de um mês.

Sobre a outra fazenda, a Pasto do Zinco, o juiz explicou que o processo ainda está em início de tramitação e que, portanto, não há previsão de sentença. Anteontem, antes do protesto em frente à prefeitura, os sem-terra participaram da manifestação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) contra a proposta do governo de alterar a Confederação das Leis Trabalhistas (CLT).

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