Tribuna do Leitor

JOÃO ANGELO I

Ângelo Ricardo de Almeida Guarnieri
| Tempo de leitura: 1 min

“No princípio existia o Verbo, o Verbo estava voltado para Deus, e o Verbo era Deus” (João, 1). Não tenho intenção nenhuma de interpretar a Bíblia, nem é essa a minha especialidade, apenas me dei o direito de fazer uso desse trecho de João para começar minha história, ou melhor, meu fato acidental da vida. A princípio, o homem é estimulado apenas pela vontade de criar algo, dar vida a sua criação e consegui-la manter em atividade, sem poder pensar no seu final. Assim, toda sua criação é voltada para ele mesmo, é como se o seu ente criado fosse seu espelho, é o reflexo de seus mais íntimos desejos e realizações possíveis e prováveis, ou até mesmo não. Logo, todo criador e criatura são um único todo, como o corpo e a alma, o desejo e a realização, o trabalho e o objetivo, pois não há distinção entre o objeto e o conhecer, sendo deste modo o projeto de vida de uma pessoa quando se trata dos sonhos. Afinal, quem é o homem que tem o direito de desfazer a vida e os sonhos de um outro, sendo que um elemento não vive sem o outro? Talvez, o mundo não esteja caminhando no rumo certo, mas o princípio sempre será voltado para a finalização, caso não, onde estará a lógica do Verbo? Infelizmente, ou não, o único artifício que me resta é a busca do entendimento humano, segundo o que me foi passado e compreendido (por Você)? Não quero respostas, apenas continuidade do que é. (Ângelo Ricardo de Almeida Guarnieri - RG: 28.581.135-6)

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