Eles apresentam o universo ao ser humano e outros animais. O olfato, paladar, audição, visão e tato sãos os responsáveis pelas sensações, dão o nome aos sentidos. E são cinco. Isso porque a natureza é tão sábia que, quando a pessoa perde um sentido, o outro fica mais apurado, tenta compensar a ausência. É o caso, por exemplo, dos deficientes visuais, que possuem mais tato e mais audição do que alguém dotado dos cinco sentidos. Além da perda total, existem as doenças que atacam os orgãos responsáveis pelas sensações e até a região do cérebro que a comanda.
Os cinco sentidos já estão em funcionamento no instante em que a criança nasce. Acredita-se que o recém-nascido tenha olfato porque não há dúvida de que ele possua paladar e os dois estão irremediavelmente ligados. Quando nasce, o bebê vê com clareza e distingue luz e movimento. Eles captam vibrações quando ainda estão no útero e ouvem ao nascer.
Receptores
A todo momento, o sistema nervoso do ser humano recebe milhares de informações vindas de receptores espalhados por todo o corpo. De tipos variados, esses receptores estão adaptados a excitarem-se com diversos estímulos. Assim, as informações como visão, audição, olfato, tato e gustação comunicam o cérebro do que se passa com o corpo. Quando um dos sentidos é afetado, essas informações passam a ser equivocadas, mudando cor, som, sabor, textura e cheiro. Um indivíduo sem todos os sentidos não conseguiria adaptar-se ao mundo. Seria um ser vegetativo.
O neurologista Pedro Geraldo Hortense explica que cada aparelho sensitivo é ligado ao cérebro por nervos específicos.
O olho é parecido a uma máquina fotográfica comum. O médico conta que ele possui um sistema de lentes e um espécie de diafragma variável. “A retina corresponde ao filme. A imagem é projetada na retina, porém inversamente e contrária em relação ao objeto. Entretanto, a mente percebe os objetos na posição correta, pois o cérebro está treinado para considerar a imagem invertida.â€
Desde o nascimento, a criança forma uma memória visual. O olho é uma estrutura complexa, constituída por três camadas. A esclerótica, que é o branco do olho. A camada coroidal - rica em vasos sangüíneos que irrigam a delicada camada interna. E, por último, a retina, onde ficam as células nervosas sensíveis à luz que captam imagens e transmitem a informação para o cérebro através do nervo óptico.
O paladar é o sentido do gosto. As células gustativas da língua, de acordo com o médico, recebem a informação e passam para o cérebro através de nervos, como o glossofaríngeo.
O primeiro par de nervos cranianos faz a ligação do cérebro às células olfativas, localizadas na parte superior das fossas nasais. Hortense detalha que existe uma infinidade de cheiros detectáveis, agradáveis e desagradáveis. O olfato, de acordo com ele, é tão ou mais importante que o sabor em relação à comida. Uma pessoa que comeu algo que a perturbou, continua sentindo náuseas pelo cheiro desse determinado alimento por vários dias.
Em relação ao tato, sabe-se que o feto no interior do útero reage ao toque. Isso porque se ele se afasta da placenta no início da gravidez, mais tarde voltará para junto dela. Ao nascer, o bebê reage instintivamente ao toque agarrando qualquer objeto colocado em sua mão e mostra reflexos de sucção quando tem a face acariciada. A maioria dos bebês reage com prazer ao calor, à maciez e à pressão suave.
Ouvido
O neurologista Pedro Hortense explica que o ouvido responde à vibração mecânica das ondas sonoras no ar, dissemina sua freqüência e transmite a informação auditiva ao córtex cerebral. O ouvido tem um papel importante na comunicação e no equilíbrio do corpo. Ele é formado por três partes principais.
Externo - constitui a parte de fora, a orelha. Ela recolhe e conduz as ondas sonoras pelo canal do ouvido externo até o tímpano, que então vibra.
Médio - contém o tímpano e três ossinhos que transmitem vibrações para o ouvido interno. A pressão do ar no ouvido médio é estabilizada por meio da trompa de Eustáquio, que liga a cavidade do ouvido médio ao fundo da garganta. Em crianças, este tubo é mais curto e reto do que nos adultos, permitindo que as infecções da garganta se espalhem facilmente pelo ouvido médio.
Interno - é cheio de líquido e contém a cóclea, que converte as vibrações do ouvido médio em impulsos nervosos. Estes são transmitidos ao cérebro pelo nervo auditivo. O ouvido interno também contém o labirinto, que controla o equilíbrio do corpo.