Marília - A implantação da nova rodoviária intermunicipal na saída para Bauru e Ourinhos, que deve ocorrer nos próximos meses, está preocupando milhares de consumidores de cidades vizinhas e também as empresas de ônibus que diariamente fazem linhas regionais.
O problema foi levado ao presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Sérgio Lopes Sobrinho, pelos representantes das empresas que operam no terminal rodoviário. Uma reunião será agendada com representantes da Prefeitura, Emdurb e Codemar para buscar uma alternativa, para que posteriormente o assunto seja discutido com o prefeito Abelardo Camarinha.
Na reunião ocorrida na semana passada, os representantes das empresas revelaram que transportam mensalmente cerca de 200 mil pessoas que moram num raio de 60 quilômetros e vêm a Marília com objetivo de efetuar compras no comércio. Hoje, existe uma maior facilidade de acesso ao centro da cidade, porque a estação rodoviária está localizada na rua 24 de Dezembro e existem pontos de parada em outros locais, como rua Coronel Galdino e praça Athos Fragata.
Com a construção da nova rodoviária, esses consumidores estão preocupados. De acordo com o empresário José Antonio Colombo, com a mudança da rodoviária para fora do centro, esses consumidores terão uma despesa maior.
A proposta das empresas é no sentido de que a atual rodoviária funcione como uma espécie de terminal sub-urbano, com chegada e partida desses ônibus de circulação regional, utilizando vias públicas que não prejudiquem o trânsito na área central.
Após ouvir as explicações dos representantes das empresas de ônibus, o presidente da Acim sugeriu que fosse agendada uma reunião com os secretários municipais de Indústria e Comércio, Hélio Benetti; de Planejamento Urbano, Laerte Rosseto; com o presidente da Emdurb, professor Mário Bulgarelli; e também com o presidente da Codemar, Luiz Antonio Rosa Lima, para que essa preocupação e a proposta sejam apresentados.
Ele disse que a prefeitura é parceira da Acim e por isso tem a convicção de que o problema será resolvido. Lopes Sobrinho ressaltou ainda que existem muitos comerciários que moram nessas cidades e trabalham em Marília, e que eles também seriam prejudicados com a mudança.