Soltar a voz no chuveiro, na escola ou mesmo usando um aparelho de videokê pode ser uma excelente atividade para o corpo e para a mente. Já diz o ditado popular: “quem canta os males espantaâ€. O que muitas pessoas desconhecem são os danos causados pelo mau uso da voz. A criança corre mais riscos, pois sua voz ainda está em formação.
A explicação é fornecida pela professora de técnica vocal e solista do Coral Arte Viva, Meiri Brito, 36 anos. Especializada em aulas de técnica vocal, ela informa que muitas pessoas, grandes e pequenas, não sabem usar adequadamente seu aparelho fonatório (nome bonito, não?).
â€œÉ preciso ter em mente que nossas pregas vocais (as populares cordas) são músculos e devem ser aquecidos antes de serem usadosâ€, explica. Meiri faz a comparação com um jogador de futebol: “Antes do jogo ou de um treinamento, o atleta precisa fazer alongamento dos músculos, a mesma coisa deve ser feita antes de cantar.â€
Em seu trabalho, ela já encontrou várias pessoas que apresentavam os sintomas de mau uso da voz. “Eu encaminho para um otorrinolaringologista, que irá fazer um exame para diagnosticar o caso de cada um. O tratamento, normalmente, é baseado em sessões de fonoaudiologia.â€
Depois do primeiro susto, as pessoas costumam ficar mais cuidadosas ao cantar e gritar. “Com técnicas simples, exercícios e trabalhando a respiração é possível manter a saúde de suas pregas vocais.†Por isso, ela orienta as crianças e os adultos para que tratem com mais carinho e respeito sua voz.
â€œÉ comum as crianças gritarem em jogos de futebol ou mesmo competir para ver quem canta mais alto, alcançando vozes como da Sandy, Zezé di Camargo, Chitãozinho e Xororó. Isso é perigoso, pois pode ocorrer uma fenda nas pregas musculares e até a formação de nódulos.â€