Geral

Gastão pede três novos cursos para USP

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC - Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), professor José Alberto de Souza Freitas Gastão, anunciou, ontem, que solicitou à Reitoria da instituição mais três novos cursos para o câmpus de Bauru.

No pedido direcionado ao reitor da USP, Adolpho José Melfi, Gastão pede a criação dos cursos de serviço social (habilitação na área hospitalar - 40 vagas), educador (habilitação em distúrbios da comunicação humana - 40 vagas) e terapia ocupacional (direcionado a portadores de direitos especiais e patologias infantis - 40 vagas), todos noturnos.

O assunto foi tema de discussão anteontem durante audiência pública realizada em Bauru para debater as prioridades regionais na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Governo do Estado.

Segundo o superintendente do HRAC, o reitor vê com simpatia a solicitação. “A Reitoria acha viável e necessária a nova faculdade. Tanto é que a Pró-Reitora de Graduação virá a Bauru para fazer um estudo.”

Ele acredita que a definição sobre a nova faculdade deverá ocorrer no prazo de 30 dias. A expectativa é de que os cursos estejam funcionando já no ano letivo de 2003. “O que necessitamos, na realidade, é a construção de um prédio para as aulas e instalação dos departamentos.”

A universidade já conta com corpo docente para atender a demanda de ensino da nova faculdade. “Nós temos tanto na área de serviço social como na de educação professores habilitados e com titulação de mestre e de doutorado. A idéia é fazermos a inter-relação com outras entidades para que possamos ter esse intercâmbio.”

Funcraf

O superintendente do Centrinho aproveitou a oportunidade e anunciou que a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf) está finalizando a organização de um Centro de Educação Profissional para a realização de cursos técnicos gratuitos voltados à área de saúde.

No total, serão oferecidos 35 cursos com número de vagas variando de dez a 40. A cada ano, serão capacitados 720 alunos. Cinquenta por cento das vagas estão reservadas a portadores de direitos especiais.

“A idéia também é oferecer 35% das vagas a crianças que se classifiquem nos primeiros lugares nas escolas públicas municipais, estaduais e particulares. Os outros 15% serão reservados para os meninos de rua e, em fase de estudos, para os meninos da Febem.”

O objetivo é criar novas habilitações profissionais para atender as constantes mudanças de demanda do mercado de trabalho, em decorrência do progresso tecnológico na área de saúde. Segundo Gastão, os cursos já foram aprovados e os planos curriculares estão prontos.

Comentários

Comentários