O topógrafo e desenhista aposentado Leonardo de Arruda Navarro, 72 anos, tio do astronauta bauruense Marcos César Pontes, usou a câmera fotográfica para denunciar as diferenças sociais na região sul de Bauru. “A opulência contrasta com a pobrezaâ€, afirma.
Morador de Bauru desde 1935, Navarro viu a cidade crescer. “Bauru se resumia à avenida Rodrigues Alves, Batista de Carvalho e Primeiro de Agostoâ€, recorda.
Hoje, o que tira o topógrafo aposentado do sério são os buracos das ruas de Bauru. “Eu pago o IPTU e a prefeitura joga dinheiro fora. Eles fazem tudo erradoâ€, protesta.
De acordo com ele, os técnicos da prefeitura deveriam tomar mais cuidado com o serviço. “Existem três segredos para a pavimentação: drenagem, drenagem e drenagem.â€
Outra colaboradora do projeto “Rumo ao Concretoâ€, a professora Maria Zilda Facin Zanconato, 55 anos, enfocou a Bela Vista, bairro onde nasceu, morou, conheceu o marido e trabalhou.
“Tenho lembranças muitos boas. Me lembro do Cine Bela Vista, onde eu via os filmes do Mazaropi e onde eu comecei a namorar meu maridoâ€, conta.
Para a tese, Maria Zilda tirou fotos da igreja, da praça e do Colégio São Francisco, onde estudou e depois trabalhou, entre outras fotografias.
Apesar de ter mudado há 30 anos para o Parque União, ela quis tirar fotos da Bela Vista porque seus pais continuavam morando no bairro. “Nós fincamos raízes, não adianta.â€