Tribuna do Leitor

VÍCIO DO FUMO

Dorival Nogueira
| Tempo de leitura: 2 min

Na Tribuna do Leitor do JC de 18/3/02 eu li a carta da Maristela Figueiredo de Almeida solicitando ajuda para eliminar o vício de fumar. No intuito de ajudá-la, relato aqui o que ocorreu comigo ao abandonar esse vício. Comecei a fumar em 1945 e parei no dia 18/10/1979. Em junho do mesmo ano eu li em alguma publicação este ensinamento: “Sempre que você quiser conseguir alguma coisa, mantenha os olhos abertos, concentre-se e saiba exatamente o que deseja. Ninguém atinge seu alvo com os olhos fechados.” Nesse instante algo me tocou, colocando em prática o ensinamento, comecei a questionar o que me afligia no momento:

- Não nasci fumando, não quero morrer com o vício.

- Tenho cultura suficiente para saber que o vício de fumar prejudica a minha saúde.

- Estou fumando trinta cigarros diariamente, cada cigarro mede dez centímetros, portanto, eu me via com um cigarrão na boca medindo três metros de comprimento.

- No dia 18 de outubro, no aniversário de meu pai, eu abandonarei o vício de fumar.

- Meu Deus, me ajude.

No dia estabelecido por mim, acordei no horário de costume e ainda na cama fiz uma prece de aniversário do meu pai, levantei-me, lavei o rosto, escovei os dentes, tomei o café da manhã, coloquei o maço de cigarros no bolso e fui para o meu trabalho e não tive mais vontade de fumar a partir daquele dia. Obrigado, meu Deus! Decorridos 23 anos, ao participar do Curso de Neuro-Lingüística do CTV - Centro de Transformação e Vivências de Bauru -, vim a saber, através dos professores de PNL, que a minha atitude de planejar a maneira de deixar de fumar foi a de aplicar a âncora e a mudança, dentro dos padrões ensinados por essa ciência: â€œÉ preciso mudar, saber como mudar e se dar a chance de mudar. Se você faz o que sempre fez, vai obter sempre o que obteve. Querer sempre um resultado diferente significa mudar o que estou fazendo.” “As âncoras são usadas para criar novas associações e, portanto, uma nova resposta, quando nos sentimos desconfortáveis numa situação.” Quando se lança ao mar uma âncora o navio pára de navegar. Espero haver dado uma importante contribuição para você, Maristela. Meu Deus, ajude a Maristela! (Dorival Nogueira - RG: 1.999.229-4)

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