O Conselho Tutelar de Bauru visitou o acampamento dos sem-terra ontem à tarde. As conselheiras verificaram in loco as condições de abrigo das 60 crianças e adolescentes acampados e constataram que a situação é de risco. Feita a visita, o conselho requisitou fornecimento de água, lona, leite, banheiro e vagas em escolas, entre outras providências para garantir os direitos dos menores.
Segundo a presidente do Conselho Tutelar, Darlene Martin Têndolo, a intenção do órgão é viabilizar os recursos básicos. “O conselho tem também essa atribuição. Atualmente, os sem-terra estão solicitando alimentos, água e banheiros móveisâ€, conta.
Para melhorar as condições de abrigo dos menores, o conselho requisitou à Defesa Civil lonas, fraldas descartáveis e remédios para febre, dor de cabeça e diarréia. Para a Secretaria Municipal de Saúde foi pedido o atendimento ambulatorial no local e a instalação de banheiros móveis.
Em caráter de emergência, o conselho solicitou o fornecimento de água ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). Para a Secretaria Municipal de Educação foi pedido alimentação, vagas nas escolas e leite para ser distribuído a 15 crianças de até 2 anos acampadas com seus pais.
Ângelo Diogo Zanin, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), frisa que o acampamento precisa de água e banheiros. “Esta é a nossa principal reinvindicação, motivo pelo qual fizemos uma manifestação e impedimos o trânsito na avenida Nuno de Assisâ€, conta.
O integrante do movimento explicou que tinha acordado com o prefeito e vereadores que a partir da ocupação seriam instalados os banheiros móveis e o fornecimento de água. “Nós acampamos durante a madrugada e até agora, 14 horas, não temos água e banheiro. Estamos em 250 pessoasâ€, explica.
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antônio Sérgio Marsola, disse ontem que as reivindicações emergenciais dos integrantes do MST seriam atendidas.