O grupo de sem-terra que está em Bauru há uma semana ocupou, na manhã de ontem, um terreno às margens da avenida Nuno de Assis, na região central de Bauru. Os membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmaram que só sairiam do local com a presença de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para discutir os assentamentos das famílias acampadas na região, o que ocorreu à noite.
São cerca de 250 pessoas - entre elas, aproximadamente 60 crianças - que improvisaram barracas com lonas para servir de abrigo. Antes da montar suas barracas no terreno, de propriedade particular, o grupo estava alojado nos sindicatos dos Bancários e dos Metalúrgicos.
“Vamos ficar aqui até que o Incra venha para cá e resolva a situação das 300 famílias acampadas na região. Até agora, não tivemos nenhuma posição deles. Estamos esperando uma resposta e, a partir disso, vamos tomar alguns encaminhamentosâ€, reforça o sem-terra Reginaldo Moreira, de Piratininga.
O grupo do MST quer o assentamento das 300 famílias já cadastradas dos acampamentos de Dandara e Argentina Maria (região de Promissão) e Laodeonor de Souza, em Piratininga. “O pessoal de Piratininga está acampado há mais de quatro anos e até agora não está resolvido nada. Ninguém se manifestou até agoraâ€, reforça Moreira.
Os sem-terra acreditam que a população de Bauru está pouco sensibilizada quanto à reforma agrária. “Eles estão poucos preocupados com isso e nós estamos esperando um pouco mais dos governantes da cidadeâ€, observa Moreira.
“Se eles (representantes do Incra) não vierem para cá para conversar com a gente, vamos permanecer aqui e decidir em assembléia o que fazer. A nossa intenção é de que isso se resolva pacificamente. Nós não estamos aqui para arrumar confusão com ninguém. Só estamos aqui reivindicando as nossas terrasâ€, reforça Moreira.