Cultura

Circo viveu período de ouro

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 1 min

A morte do palhaço Wilson Nogueira, o Gira-Gira, há dois anos, pôs fim a um rico período do circo em Bauru.

Desde a fundação da cidade até o fim dos anos 80, vários circos se instalaram no município, como conta Antônio Marcos Alavarce, 38 anos, o palhaço Charutinho.

Desde jovem no meio circense, em 1987, Alaverce montou o Colorido Circo, mas não conseguiu manter seu funcionamento e abaixou a lona no mesmo ano.

“No começo, o circo era de lençol, depois veio o encerado, a lona, o plástico. Hoje tem até lona que não pega fogo”, contextualiza.

A crise no circo entre os pequenos - hoje o segmento é controlado por famílias com tradição circense em todo mundo - provocou a fuga de artistas populares para outras atividades, hoje. Muitos mudaram de ramo, outros animam festas de criança.

O palhaço Charutinho virou autônomo. Anima festas e apresenta espetáculos a convite de prefeituras e clubes da região. Com ele, leva o seu filho, para quem passa todas as dicas que aprendeu. Nos palcos, improvisados ou não, Thiago Rodrigo Alavarce, 14 anos, torna-se o Príncipe Mágico. “Trabalhar em família é melhor”, opina.

Neto de um locutor de parque de diversões, que representava dramas e comédias depois do jantar, Thiago tem a responsabilidade de manter o espírito do circo vivo. Afinal, o espetáculo tem que continuar.

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