Botucatu - O suposto ato de vingança ocorrido na última sexta-feira, em um bar no Loteamento Mina, em Botucatu, está sendo encarado pela Polícia Civil como um caso de latrocínio. Um casal de comerciantes foi morto a tiros. Segundo o delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), um aparelho de som foi levado do local após os assassinatos.
Os pescadores Dionísio de Jesus Barbosa, vulgo Alemão, 22 anos; e José Salles Medeiros, 24 anos, foram presos na manhã de sábado. Eles confessaram o crime e disseram que entraram no bar à procura de Douglas, filho dos proprietários.
De acordo com os acusados, Douglas teria matado um amigo de Alemão, identificado apenas como Carlinhos. Ele foi encontrado morto há cerca de um mês, no mesmo bairro.
Como Douglas não estava no local, Alemão mandou que Medeiros atirasse nos donos do bar, Elizabete Ferreira Reis Barros, 48 anos, e Lino Reis Barros, 53 anos. O pedreiro João Francelino dos Santos, 51 anos, que estava no local, também foi atingido.
Santos e Elizabete morreram. Barros continuava internado, até o fim da tarde de ontem, mas não corre risco de morte. Os pescadores estão presos na Cadeia Pública de Botucatu.
De acordo com o delegado Olindo, Douglas ainda não foi localizado. Ele tem duas passagens por homicídio. Nos dois casos, ele usou uma faca como arma.
O delegado conta que quando Carlinhos apareceu morto a facadas, no mesmo bairro, a polícia chegou a suspeitar de Douglas. “Mas só por ser o mesmo ‘modus operandi’ não havia motivo para prendê-loâ€, explica.
Segundo Olindo, se a polícia não tivesse feito as diligências logo depois do crime, seria muito difícil encontrar os pescadores.
Ambos não tinham residência fixa no Estado de São Paulo. Medeiros, por exemplo, foi encontrado numa ilha do rio Tietê, após os policiais percorrerem cerca de dez quilômetros de barco durante a madrugada.