Política

Empreiteira começa a terceira fase do aeroporto internacional

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A empresa Transtécnica Construção e Comércio Ltda, de São José do Rio Preto (SP), já conta com funcionários instalados no canteiro de obras do novo aeroporto de Bauru, no sítio Patrimônio do rio Verde, na divisa com Arealva. O engenheiro da obra, Robson Lunez Galvan, começa a enviar as máquinas para iniciar a terceira fase do trabalho nesta segunda-feira. Ontem, funcionários realizaram a inspeção e verificação de topografia do local. A previsão inicial era que a terceira fase fosse concluída em dezembro deste ano.

O ex-deputado estadual Roberto Purini (PV) intercedeu junto à empreiteira para apressar o início das obras desta fase. Ele reclamou que os equipamentos ainda não haviam sido enviados para Bauru, apesar da publicação do extrato de contrato já ter sido realizada há alguns dias. O governo do Estado publicou no Diário Oficial, no início do mês, o contrato para a realização desta etapa.

A informação de Roberto Purini (PV) é de investimento de R$ 5,5 milhões nesta fase. Purini explica que o contrato prevê a construção de pista de rolamento de 2.100 metros de comprimento por 15 metros de largura. “Ao invés da largura ser de 45 metros, como acontece na pista principal de pousos e decolagens, o acesso tem largura menor para servir à entrada e fila de espera das aeronaves”, diz. A terceira etapa também inclui obras complementares como retirada de terra do aterro.

O ex-deputado comenta que já foi realizado o reflorestamento da área anexa ao aeroporto. “Foram plantadas 60 espécies nativas de árvores em 90 hectares. O trabalho foi realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba, da USP, garantindo a recuperação e manutenção da flora da região”, fala. Também foi plantada a grama ao redor do pátio de aeronaves e adjacências.

O Estado demonstrou a Purini o interesse em concluir o cronograma da terceira fase até o final de outubro deste ano. De qualquer forma, Purini conta que, até lá, o governo vai iniciar a duplicação dos quatro quilômetros que separam o aeroporto e da rodovia Bauru-Iacanga. O trecho conta com estrada de terra.

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) iniciou o processo de licitação para a contratação da terceira etapa das obras em outubro passado. O contrato prevê a execução de serviços de terraplenagem das faixas da pista de pouso, táxi e pátio e pavimentação do táxi de aeronaves.

A segunda etapa já está pronta, inclusive a execução de terraplenagem do aterro que abriga o pátio de taxiamento de aeronaves. Os serviços foram executados pela construtora Leão & Leão a um custo de R$ 2,8 milhões. Os recursos destinados à construção do aeroporto são liberados pela União com contrapartida do Estado. O Governo Federal colabora com 70% do montante, através do Programa Federal de Auxílio de Aeroportos (Profaa). Os 30% restantes são de responsabilidade do Estado.

Até o momento, o empreendimento já consumiu cerca de R$ 10 milhões. A previsão é de que a obra consuma, até a sua conclusão, um total R$ 25 milhões. Localizado a 18 quilômetros do Centro da cidade, o novo aeroporto de Bauru é uma construção de porte. Os serviços de terraplenagem já executados da obra equivalem a movimentação de 150 mil caminhões basculantes. A pista principal tem extensão de 2,1 mil metros de comprimento por 45 metros de largura, o que permite a operação de aeronave de qualquer porte.

Instalado numa área de 185 alqueires, a construção do novo terminal aeroviário completa quatro anos. O início foi em janeiro de 1998, quando a mata do Sítio Bom Retiro foi rasgada pelas máquinas.

Comentários

Comentários