A Polícia Civil de Bauru realizou ontem uma megaoperação intitulada “Operação Coelho†nos bairros da região Leste da cidade visando reduzir o índice de criminalidade. No período da manhã, 100 policiais vistoriaram uma centena de residências e apreenderam duas armas, uma televisão e um veículo suspeito de estar com o chassi adulterado.
Apesar do resultado não ter alcançado os números desejados uma vez que muitas denúncias não se confirmaram, o saldo foi positivo na opinião do delegado seccional, Antônio Ângelo Ciocca. O delegado explica que o contato da Polícia Civil com a comunidade, que pedia a presença da polícia, foi o ponto mais importante da operação. “O contato com os moradores foi uma experiência importante para nós. Através desse relacionamento, a polícia poderá obter informações que resultem num policiamento mais eficazâ€, ressalta.
Ciocca explica que a megaoperação envolveu 100 policiais civis que foram distribuídos em equipes. “Cada equipe foi comandada por um delegado. Delegados da região também participaram do trabalho. Foi um trabalho piloto que deverá ser repetido em outras áreas, inclusive em cidades da regiãoâ€, planeja.
A região Leste (que compreende o Núcleo Mary Dota, Parque Vista Alegre e Vila São Paulo) foi a escolhida porque apresenta um dos índices de criminalidade mais altos de Bauru, além de concentrar os crimes mais violentos, especialmente homicídios. Só neste ano foram registrados quatro assassinatos e um latrocínio na região do total de 13 na cidade.
Ciocca lembra que além dos crimes contra a vida, na região Leste morava um dos autores do primeiro seqüestro ocorrido em Bauru. “Fizemos vários levantamentos e com 28 mandados de busca e apreensão e passamos a fazer as vistoriasâ€, relata. Para que o trabalho fosse minucioso, cada equipe trabalhou em dois locais. “As buscas foram minuciosas. A população precisa sentir-se segura e só com a presença da polícia na rua é que isso vai acontecerâ€, afirma Ciocca.
Barreiras
Todas as saídas da Vila São Paulo, Jardim Ivone e Pousadas 1 e 2 foram fechadas para a realização da megaoperação. “Oito equipes de policiais fizeram as barreiras enquanto duas vistoriavam os locais. Havia denúncia de que marginais estavam escondidos em algumas casas, porém, a informação não se positivouâ€, conta Ciocca.
O entrosamento entre os policiais civis foi outro fator observado pelo delegado seccional. “Delegados de 1.ª, 2.ª e 3.ª classes trabalharam juntos. Isso foi importante porque os mais experientes ajudam os menos experientes. Este entrosamento é produtivo para todosâ€, frisa.