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Redação
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Cordão umbilical

Uma criança de Ragusa, atingida pela ‘drepanocitose’, poderá sobreviver graças a um transplante da medula óssea a ser realizado com o auxílio de um banco de cordões umbilicais. Trata-se de uma cirurgia raríssima, a segunda deste tipo no mundo e a primeira em idade pediátrica, que foi efetuada no Hospital San Matteo de Pavia, na região norte da Itália.

O transplante está associado a uma pesquisa aplicada, na qual há anos o hospital de Sciacca está empenhado. Lá está em atividade o único banco de cordões umbilicais do sul da Itália, dirigido pelo hematologista Lillo Ciaccio.

“Começamos a coletar e a conservar os cordões umbilicais que depois são usados para o transplante da medula óssea; os cordões contêm as células estaminais, isto é, as células mais potentes, capazes de produzir todas as células do sangue”, explicou o médico. “No início, começamos a trabalhar para enfrentar as leucemias; quando há compatibilidade entre o sangue contido no cordão umbilical e o sangue do doente de leucemia, é possível fazer o transplante”, afirmou Ciaccio.

Em outras palavras, a utilização do sangue dos cordões umbilicais, ainda que seja compatível com o dos doentes, é uma alternativa ao transplante com doadores de medulas. “O único limite é representado pela exígua quantidade de sangue do cordão, que pode ser suficiente apenas para transplantes em indivíduos com menos de 50 quilos”, disse.

A drepanocitose é uma doença do sangue. Os glóbulos vermelhos da pessoa atingida por tal patologia, na falta de oxigênio, se tornam falciformes. O resultado é um altíssimo risco de trombose. “Para tratá-la, é preciso recorrer ao transplante da medula óssea”, afirmou Ciaccio. É o caso do menino de Ragusa.

“Nós o observamos há tempos e há oito meses sua mãe deu à luz outro menino”. “Coletamos o cordão umbilical do recém-nascido, o analisamos e verificamos a compatibilidade genética com o sangue do irmão e usamos a técnica das células estaminais”, concluiu o médico. (ANSA)

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