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Após acidente, Educação vai rever transporte de estudantes

Ieda Rodrigues (*)
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de ressaltar que a morte do estudante Renan Marcos Godoy Macagnan, 10 anos, dentro de um ônibus que faz o transporte escolar, foi uma fatalidade, a secretária municipal de Educação, Isabel Algodoal, diz que rediscutirá com a empresa José Brambilla, que presta o serviço, alguns itens de segurança. Para ela, mesmo que houvesse uma pessoa dentro do ônibus para cuidar dos alunos seria muito difícil evitar o acidente.

O menino morreu ao colocar a cabeça para fora do ônibus, através da janela, quando o motorista dava a partida no veículo, prensado-a contra um poste da iluminação pública. O acidente aconteceu no final da tarde de anteontem, em frente à escola Rodrigues de Abreu, no Centro.

Isabel ressalta que o motorista deu a partida quando todos os alunos estavam sentados, mas Renan levantou-se rapidamente. “Se tivesse um auxiliar no ônibus, ele também não teria tido tempo para avisar o motorista e evitar o acidente”, acredita. Já os veículos que prestam o serviço de transporte particular de alunos contam com auxiliar para cuidar das crianças e são fiscalizados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Porém os ônibus contratados pela prefeitura têm auxiliar apenas quando trata-se de transporte de menores de 8 anos e crianças excepcionais. Os veículos, de acordo com Isabel Algodoal, são fiscalizados a cada seis meses pela 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).

Para a secretária de Educação, a colocação de grades protetoras nas janelas dos ônibus escolares, como sugeriu um professor da escola, também não seria a solução porque o dispositivo de segurança poderia ser violado pelas próprias crianças. “Estamos de luto, mas foi uma fatalidade. Não há como prevenir. A empresa presta serviço à prefeitura há três anos e nunca tivemos acidentes”, explica Isabel.

A prefeitura oferece transporte escolar gratuito aos alunos da rede pública de ensino que estudam longe de suas casas. Renan, por exemplo, morava no Parque Real e estudava no Centro. Diariamente, são transportados cerca de 3.500 alunos. Isabel ressalta, ainda, que todos os alunos da rede municipal têm aulas de educação no trânsito na 3.ª e 4.ª série, incluindo como portar-se dentro de ônibus com segurança.

As aulas são dadas por policiais militares da 4.ª Cia, especialmente treinados por professores do câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Os ônibus são fiscalizados pela Ciretran, têm cinto de segurança e são seguros; há policiais em frente da escola e os alunos recebem educação no trânsito. O que aconteceu com esse menino foi uma fatalidade. Mas vamos sentar com a empresa e rever alguns itens do transporte escolar”, completa.

O velório de Renan, ontem, foi marcado por tensão. Pela manhã, parentes e professores reuniram-se na Funerária Terra Branca, que fica na quadra 1 da rua Campos Salles, para velar o corpo do menino. Os familiares, abalados, preferiram não conceder entrevista. Renan foi enterrado às 16h de ontem, no Cemitério do Jardim do Ypê.

(*) Colaboração Thaís da Silveira

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