Economia & Negócios

Cesta básica registra alta de 1,36%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

O preço mínimo da cesta básica em Bauru chegou a R$ 146,28 em março, o que significa uma alta de 1,36% sobre o valor registrado em fevereiro, que foi de R$ 144,32. No ano, acumulando a ligeira queda ocorrida em janeiro e a alta do mês passado, o aumento é de 1,83%.

Os reajustes foram detectados através da pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), para o Data -ITE.

Na comparação com março de 2001, a cesta básica deste ano está 2,36% mais cara, já que naquele mês o preço mínimo encontrado foi de R$ 142,90.

De acordo com Reinaldo César Cafeo, um dos coordenadores da pesquisa, do valor total mínimo de R$ 146,28 da cesta básica no mês passado, o grupo alimentação respondeu por R$ 107,28. Isso significa um percentual de 2,13% acima do valor registrado no grupo em fevereiro.

Os itens que tiveram as principais variações foram o feijão, com alta de 25,2%, e a batata, com baixa de 48,8%.

O grupo limpeza doméstica vem em segundo lugar no que diz respeito à participação junto ao valor total da cesta, tendo representado R$ 21,88. Esse valor é 2,72% maior do que o de fevereiro deste ano. O item sabão em pó teve alta de 7,2%.

O grupo higiene pessoal somou R$ 17,12 em relação ao preço mínimo registrado em março. Esse valor é 0,29% menor que o do mês anterior, nesse grupo. As variações mais significativas ficaram com o papel higiênico, que registrou aumento de 45,3%, e o desodorante, que teve queda de 10,4%.

De acordo com Cafeo, nos últimos meses a oscilação dos valores mínimos da cesta básica tem se mantido entre R$ 144,00 e R$ 148,00. Para os próximos meses, a perspectiva é de que haja uma acomodação na faixa entre R$ 146,00 a R$ 147,00.

“Estimo que a acomodação de valores mantenha uma estabilidade dentro do patamar atual. Pelo segundo mês consecutivo, houve alta de preços de produtos do grupo alimentação, que responde por cerca de 70% do total da cesta. Isso puxou o resultado geral para cima. Mas quando há queda no conjunto de preços desse grupo, o valor da cesta também cai um pouco”, avalia o economista.

A pesquisa é realizada em dez supermercados de diversas regiões da cidade, sem que ocorra repetição de duas lojas de uma mesma rede. Uma das principais conclusões tiradas pelos professores Cafeo e Jacques Vervier - que coordenam a pesquisa juntos - é que continua valendo a velha prática de pesquisar preços.

A orientação é para que os consumidores fiquem atentos, já que entre os preços mínimo e máximo do mesmo produto existem diferenças expressivas. Como exemplos, Cafeo cita a farinha de mandioca, que chegou a variar 161% para cima, a batata, com discrepância de 272%, e o detergente, com variação de 119%.

“Os supermercados utilizam a estratégia de eleger alguns produtos como chamariz, que são colocados em promoção para atrair o consumidor. Contudo, outros itens são realinhados para cima, compensando as ofertas”, observa o economista.

A metodologia adotada pela ITE para realizar a pesquisa é a mesma usada para apuração da cesta básica em São Paulo, por meio de um convênio entre o Dieese e o Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação.

O valor mínimo total da cesta em Bauru é a soma dos menores preços nos dez supermercados pesquisados. Portanto, o consumidor não encontrará esse valor se comprar todos os produtos em apenas um estabelecimento.

Menor preço

Por regiões da cidade, a pesquisa do Data-ITE verificou que a região central é a que apresentou o menor valor para a cesta básica, com R$ 158,07. Isoladamente, a média desta região é 8% maior que a cesta básica da cidade (valor mínimo).

A região com valor mais alto registrado em março foi a Sul, com R$ 174,81, o que significa 19,5% acima do preço mínimo.

Na região Oeste, a cesta custou R$ 162,34 (10,9% a mais que o valor da cesta). Na região Leste, em março a pesquisa mostrou R$ 169,34 (15,7% a mais que o preço da cesta). Na região Norte, R$ 174,26 (19,1% acima do valor mínimo).

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