Tribuna do Leitor

O GRUPO ESTÁ FECHADO

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Desde a campanha da Seleção Brasileira nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, um novo jargão foi incorporado ao falido e decadente futebol brasileiro. É a expressão “ O Grupo está fechado”, que define que o grupo está sob o comando do treinador e não será alterado salvo problemas de contusão ou de natureza grave. E se ocorrer, o próprio grupo através de seus líderes naturais irá participar da escolha ou veto ao provável substituto.

Nos dias atuais que antecedem a definição do grupo de 23 jogadores que irão compor a seleção nacional que vai participar da Copa do Mundo do Japão – Coréia do Sul, o tema volta às páginas da imprensa esportiva e dos cansativos programas de mesa redonda.

Neste ano, a discussão vem agravada pela teimosia do treinador em não convocar o artilheiro Romário, aquele que foi decisivo para a conquista da Copa de 94, depois de 24 anos de derrotas e maus resultados. Como Felipão é chegado em fazer panelinhas pelos clubes por onde já passou, conforme atestam muitos que com ele já trabalharam, o assunto grupo fechado ganha contornos ainda mais importantes, pois a Seleção não vai escapar de suas panelinhas. Senão como justificar a convocação de jogadores que estão fora de forma, ou nem estão jogando em seus clubes de origem ? Como explicar a convocação de Ronaldo, que não joga três partidas oficiais seguidas desde 1999, em detrimento de Romário que é o maior artilheiro da própria seleção depois de Pelé? Ou de Amoroso que é artilheiro do campeonato alemão ao lado de Elber, do Bayern de Munique, e sequer foram testados nos últimos amistosos.

Na última semana foi publicada matéria nos jornais em que dois jogadores que preferiram ficar no anonimato contam que os líderes da equipe em conjunto com Felipão fizeram um pacto para não levar o baixinho aos amistosos e à Copa.

No Rio de Janeiro, comenta-se que esse jogadores possam ser Emerson, Cafu e Roberto Carlos. Se verdadeira essa informação, mostra o verdadeiro caráter desses mercenários que jamais conquistaram nada pela Seleção Brasileira, vide o fiasco do arrogante Roberto Carlos na última Copa da França. Que saudade de mestre Telê Santana, que montava grandes equipes mesmo quando não contava com jogadores renomados, mas transformava o elenco numa grande equipe de futebol.

O técnico Felipão pensa que dirigir a seleção numa Copa do Mundo é a mesma coisa que disputar o Gauchão com o Grêmio, enfrentando Pelotas, Bagé e Juventude. O profissionalismo está ano luz do nosso futebol, que continua retrógrado e sem inspiração. (Rafael Moia Filho - RG: 6.711.407-6)

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