O sedentarismo já é considerado um caso de saúde pública. Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) o elegeu como tema para ser discutido hoje, no Dia Mundial da Saúde. Cerca de 70% dos brasileiros sofrem do problema, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, que adotou o combate ao sedentarismo com a Campanha “Agita Brasilâ€.
O índice de sedentarismo é maior do que o da obesidade, da hipertensão, do tabagismo, da diabetes e do colesterol alto. Segundo o site oficial do ministério, hoje uma pessoa gasta menos de 500 calorias de energia por dia. Isso significa cerca de 180.000 calorias anuais a menos do que há 100 anos. Com a evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituir as atividades ocupacionais, que demandam gasto energético, por facilidades automatizadas, o ser humano adota a lei do mínimo esforço.
O sedentarismo é definido como a falta ou grande diminuição da atividade física. O conceito não é associado necessariamente à ausência de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da medicina moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais.
De acordo com o médico Turíbio Augusto, para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas. Ele afirma que a vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos solicitados durante as atividades físicas vão paralisando e isso leva ao atrofiamento dos músculos, à perda da flexibilidade articular e ao comprometimento funcional de vários órgãos.
O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita e está, na maioria das vezes, associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento das doenças. Ele se mostra como uma das mais graves “doenças da civilização†- as que são cientificamente denominadas crônico-degenerativas.
No Brasil, elas são consideradas pela população como situações inevitáveis, inerentes ao processo natural de envelhecimento. Segundo o médico, essas doenças podem, e devem, ser evitadas.
Doenças
As conseqüências mais comuns do sedentarismo são as seguintes doenças:
• Hipertensão arterial, que atinge 20% da população brasileira adulta
• Doenças das coronárias, a primeira causa de morte no Brasil
• Acidentes vasculares cerebrais, os populares “derrames cerebraisâ€, terceira causa de morte no País
• Diabete, que acomete cerca de 8 milhões de brasileiros
• Osteoporose e osteoartrose
• Vários tipos de câncer, como o de próstata, mama e intestino
• Obesidade
• Doenças pulmonares crônicas
Combate
• Para deixar de ser sedentário, é necessário gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em alguma atividade física.
• Trinta minutos de exercícios físicos diários são suficientes para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.
• Aumentar o gasto calórico semanal pode ser possível simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna: subir dois ou três andares de escada ao chegar em casa ou no trabalho, estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante, dispensar a escada rolante em shoppings.
• A atividade física regular e realizada com prazer é um recurso insubstituível na promoção de saúde e qualidade de vida.