A doutora em enfermagem e professora da Universidade do Sagrado Coração (USC), Maria Helena Borgato, acredita que o Dia Mundial da Saúde deve servir para uma reflexão.
“O conceito de saúde varia dependendo do ponto de vista. Para o indivíduo, é um e para a sociedade é outroâ€, diz.
A saúde, de acordo com Maria Helena, é um bem, possibilitando o indivíduo a viver com intensidade, curtir a natureza e fazer coisas que lhe agrada.
Ela ressalta que os programas lançados pelos órgãos de saúde no Brasil são valiosos, mas para que emplaquem e tenham o efeito esperado é preciso que a população esteja consciente da importância deles colaborar.
Maria Helena diz que as pessoas devem refletir o que estão fazendo por sua saúde e pela da sociedade onde vivem. Ela afirma que a população deve avaliar o que está sendo feito na sua cidade e cobrar do poder público aquilo que todos têm direito. “A saúde é um direito fundamental do homemâ€, salienta.
Ela lembra que, atualmente, as pessoas vivem na sociedade do sedentarismo. “Nós temos o carro, a televisão com controle remoto, vivemos no mundo do botão. Então, que consciência temos nós individualmente e coletivamente de que programas de saúde pública são importantes? Somente quando a comunidade tiver essa consciência será possível ter um programa efetivoâ€, explica.
A professora vai além e diz que a saúde pública depende também da educação e de grupos políticos. â€œÉ um problema de conscientização, é um problema de educação, mas é um problema não só do indivíduo, é um problema do Estado como um todo. As pessoas devem ser responsabilizadas sim, mas também há a responsabilidade do Estadoâ€, afirma.
Em relação à saúde coletiva, Maria Helena afirmou que Bauru teve grandes avanços, mas também grandes recuos. â€œÉ preciso que haja uma mudança e que possamos ter sujeitos políticos que pensem numa sociedade de bem-estarâ€, avalia.