Bairros

Núcleos 'desaparecem' na urbanização

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Quando foi inaugurado, em agosto de 1968, o primeiro núcleo habitacional de Bauru, Jardim Redentor I, tinha 450 casas iguais, construídas lado a lado. Mais de 30 anos depois, uma pessoa menos atenta pode passar pelo bairro e não perceber a semelhança entre os imóveis.

A construção de muros, implantação de portões, ampliação dos cômodos, pintura, jardins feitos por cada proprietário foi mudando a “cara” do bairro. Em alguns casos, as pequenas casas originais deram lugar a grandes imóveis ou sobrados, sem que fosse preservada sequer uma parede.

Ao mesmo tempo, conforme os moradores foram tomando conta do espaço, muitas de suas necessidades apareceram. Com elas vieram as padarias, farmácias, mercearias, lanchonetes e inúmeros outros serviços.

É uma história que se repete ano após ano e em cada um dos vários conjuntos habitacionais populares que surgem na cidade. Até mesmo naqueles recém-inaugurados, bastam alguns meses para que o lugar ganhe outro aspecto.

De acordo com arquitetos, a primeira providência, na maioria dos casos, é cercar, murar ou implantar grades em torno da residência, para garantir privacidade e segurança. Além disso, as casas populares são muito pequenas e estão voltadas a famílias com três, quatro ou mais membros. Portanto, a ampliação torna-se inevitável para muitos.

Psicólogos explicam que esta necessidade de modificar o ambiente é uma tendência natural do ser humano. Segundo eles, os principais objetivos são adequar o imóvel às necessidades particulares ou familiares e imprimir uma identidade ao bem adquirido - atitude que é rapidamente tomada para qualquer coisa que se compre, seja ao acrescentar um acessório à roupa, um adesivo ao carro e assim por diante.

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