Saúde

'Quero voltar a andar'

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Alexandre Custódio, 23 anos, sofreu um acidente de carro no último dia 11 de março. Desde então ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru. Ele sofreu trauma raquimedular cervical e passou por uma cirurgia no último dia 2 de abril.

Custódio contou que estava passeando com mais três amigos e quatro amigas dentro de um carro. De acordo com ele, todos embriagados.

“Estávamos todos em um bar desde às 3h da tarde. Em seguida, fomos para Piratininga e ali ficamos até às 5h da manhã. Estávamos todos bêbados e saímos de Piratininga. Como o carro estava muito cheio, oito pessoas, eu sentei no colo de uma das meninas. Meu amigo foi fazer uma curva e não conseguiu, entrando em cheio num monumento que há no local. Bati a cabeça no teto do carro. Depois do acidente, todos saíram do carro e eu não podia sentir meu corpo. Só conseguia mover os olhos. O resgate me trouxe para o hospital e, nos primeiros dias, eu fiquei louco. Eu não sentia meu corpo, entrei em desespero, chorava muito e achava que não iria mais andar. Agora estou fazendo tratamento, terapias e já consigo mexer minhas pernas. Estou aqui há mais de 20 dias e o médico me deu esperanças. Vou lutar. Ficar todos esses dias deitado numa cama não é fácil. Senti muita dor no pescoço e sinto dor de garganta e dor de ouvido. Tenho muita esperança de que vou me restabelecer”, relata.

Custódio diz estar muito consciente, hoje, de tudo o que aconteceu. Ele conta que nunca mais deixará um amigo seu dirigir alcoolizado e que jamais entraria novamente num carro sabendo que o motorista não está em perfeitas condições.

Sua mãe vai todos os dias na UTI visitá-lo e os dois conversam muito. Ele conta que recebe muito apoio da mãe e que procura não deixar que ela perceba o quando ele sente dor. “Quero poupá-la. Não quero que ela sofra mais”, diz.

Para ele, o mais difícil é ficar longe da família e as dores que sente. O único medo de Custódio é o de não conseguir voltar a andar, mas ele tem muita esperança e força de vontade para lutar. “Quero voltar a andar”.

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