Regional

Violência em escola mobiliza pais

José Roberto Bueno
| Tempo de leitura: 3 min

Santa Bárbara D’Oeste - Um grupo de pais de alunos da escola estadual Luzia Baruque Kirche, no Conjunto Habitacional Roberto Romano, participou na última semana, de uma reunião com autoridades policiais, Conselho Tutelar e a direção do estabelecimento para discutir sobre os casos de violência que vêm ocorrendo no interior do estabelecimento.

O vereador tucano Darci Simões Bueno, que intermediou a conversa, disse que resolveu organizar o debate depois de receber várias reclamações de mães de alunos com relação à falta de segurança. Na última quarta-feira, uma bomba de fabricação caseira explodiu no pátio da escola. Nenhum aluno ficou ferido mas o caso foi a gota d’água para que os pais resolvessem cobrar uma solução para o problema.

A dona de casa Zenaide Souza contou que o seu filho de 11 anos teme ir ao banheiro durante o recreio. Segundo ela, um grupo de alunos permanece no pátio promovendo brincadeiras violentas. “Eles jogam as crianças menores no cesto de lixo ou dão socos e pontapés, meu filho está com medo”, desabafou.

As mães também criticaram a falta de atitude por parte da direção da escola para coibir os atos de violência. De acordo com a dona de casa Geni Floriano, não é exigido o uso de uniformes, o que favorece a entrada de pessoas estranhas na escola. Funcionários que preferiram não se identificar endossaram as reclamações dos pais. O secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Wanderley Diniz Ferreira Júnior, prometeu intensificar as rondas da Guarda Civil no bairro.

Participação

A diretora da escola proibiu a participação da imprensa durante a conversa com os pais e autoridades. Ela também se negou a falar com a reportagem e reclamou de não ter sido comunicada com antecedência sobre a reunião.

De acordo com o vereador Darci Simões, uma assembléia, ontem, discutiria a formação da Associação de Pais e Mestres (APM). A vice-presidente da Associação de Moradores do Roberto Romano, Maria Aparecida de Jesus, adiantou que a entidade está disposta a ajudar os pais e a diretora da escola na busca de uma saída para o problema.

Segundo ela, a falta de áreas de lazer para as crianças do bairro é uma das causas para o agravamento da situação. A opinião é a mesma do conselheiro tutelar José Marcos de Souza, que também participou da reunião. Ele criticou a inexistência de programas eficazes no município para o atendimento de adolescentes infratores.

(*) O Liberal/Especial para o JC

Comerciantes pedem posto policial

Os constantes assaltos a estabelecimentos comerciais no bairro São Joaquim estão fazendo com que os proprietários pensem em fechar as portas definitivamente. Uma comerciante, que prefere não ser identidicada por temer represália, contou que já foi assaltada seis vezes.

Duas delas num intervalo de apenas dois dias. Enquanto aguardam uma atitude do Poder Público ela e outras vítimas da violência decidiram tomar medidas que possam diminuir a ação dos bandidos.

Câmeras de circuito interno, contratação de vigias e mudança nos horários de fechamento dos estabelecimentos são algumas das saídas encontradas pela população para inibir os roubos e assaltos. Os relatos dos casos revelam um dado importante: a participação de adolescentes na maioria das ocorrências.

Segundo a comerciante, os infratores levam pequenas quantias em dinheiro ou cigarros. “A ação é rápida e eles levam o que tiver mais fácil”, contou. “Estou pensando em vender esse ponto e trabalhar de empregada”, desabafou.

O vereador Nézio Pereira da Silva (PSL) apresentou um requerimento na última reunião solicitando a construção de um posto da Guarda Civil no bairro. Ele disse que vários comerciantes estão descontentes e prometem fechar as portas.

No entanto, o secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Wanderley Diniz Ferreira Júnior, descartou a possibilidade da obra. Segundo ele, a Prefeitura não tem condições de contratar novos guardas para reforçar o efetivo que hoje é de 120 homens. Diniz garantiu, porém, intensificar as rondas no bairro e prometeu que vai solicitar à Polícia Militar (PM) que também reforce o trabalho no local. Segundo o secretário, o que pode ser feito no momento é a intensificação das rondas policiais na região do São Joaquim. “Vamos reforçar o trabalhos sem deixar de atender aos outros bairros da cidade”, afirmou.

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