Gavião Peixoto - A diretoria da Kawasaki Heavy Industries confirmou na última semana a instalação de uma fábrica de asas para aviões de médio porte no Pólo Aeronáutico de Gavião Peixoto. Conforme informações, em sua edição de terça-feira, a empresa vai realizar a montagem final das asas dianteiras da família de jatos Embraer 195, antigo 190/200, que tem capacidade para transportar entre 98 e 108 passageiros.
A preparação do terreno para construção da fábrica já foi iniciada com as obras de terraplenagem em fase de conclusão. Segunda maior fabricante de aviões do Japão, a Kawasaki prevê investimento de US$ 11,5 milhões na fábrica. O diretor financeiro e comercial da empresa, Jorge Yoshio Sawato disse que a unidade vai empregar 60 pessoas, devendo entrar em operação no mês de novembro deste ano. A companhia negocia com a Inepar/FEM a produção da estrutura metálica de suas instalações. O contrato deve ser fechado nos próximos dias.
A Kawasaki é a primeira das empresas parceiras da Embraer a se instalar no Pólo Aeronáutico. Ao todo, 14 empresas fornecedoras de peças e componentes para a fabricante brasileira de aviões devem integrar o programa. A fábrica japonesa vai produzir inicialmente as asas principais do Embraer 190, mas tem projeto para expandir a atividade, fabricando no Brasil também as asas do Embraer 170, hoje importadas da matriz da empresa, no Japão. Além da Kawasaki, outras seis fornecedoras da Embraer decidiram vir para o Brasil. Uma delas, a C&D, fabricante de interiores de aviões, está instalada em Jacareí, mesmo munícipio onde funciona a unidade da Parker Hannifin, indústria de comandos de vôo e de combustível. Em São José dos Campos se instalaram a Sonaca, que produz o conjunto de suportes do motor e da fuselagem traseira, e a Pilkington Aerospace, fabricante das janelas das cabines de passageiros dos jatos. Os trens de pouso também já são fabricados no Brasil, em parceria com a alemã Liebherr, numa joint-venture com a Eleb.
Segundo a assessoria da Embraer, a empresa decidiu estimular a vinda de seus parceiros para o Brasil com o objetivo de aumentar o índice de nacionalização de seus aviões e reduzir o volume de importação de peças, que representa mais de 40% do total.