Esportes

Eduardo Fischer conquista bronze

Redação
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Eduardo Fischer vibrou como nunca ao ganhar a medalha de bronze nos 50m peito, com 27s26. E não é para menos. A campanha do nadador brasileiro no 6o Mundial em Piscina Curta, que terminou ontem, em Moscou, foi excepcional. O pódio veio depois de quatro recordes sul-americanos individuais (duas vezes nos 100m e 50m peito) e um sexto lugar nos 100m do mesmo estilo. Fischer ainda estava na equipe que melhorou a marca do continente nos 4x100m medley, última prova do programa.

O campeão da prova foi o ucraniano Oleg Lisogor, que também é o recordista mundial da distância. Ele estabeleceu novo recorde de campeonato ontem, ao marcar 26s42. Em segundo lugar ficou o português José Couto, com 27s22.

"Não tenho palavras para explicar o que estou sentindo. É a minha primeira medalha em campeonato mundial e me sinto realizado. Estava me sentindo muito bem desde a semifinal e entrei na final preparado para fazer 27s01, mas errei na virada. Mesmo assim a alegria é grande e acho que não só para mim, mas para todos os nadadores do país e pessoas que querem ver o esporte crescer", disse.

Fischer, de 22 anos, vem crescendo em ritmo acelerado há quatro meses. Ele quebrou a barreira do minuto nos 100m peito em janeiro, na etapa da Copa do Mundo, em Paris, e desde então sua escalada é constante. Segundo o técnico do atleta, Ricardo Carvalho, 2002 e 2003 podem colocar Eduardo Fischer no seleto grupo dos melhores do planeta no estilo peito.

O revezamento 4x100m medley masculino do Brasil bateu o recorde sul-americano com quase um segundo de diferença. A equipe formada por Cleber Costa, Eduardo Fischer, Fernando Alves e Gustavo Borges, cravou 3m35s59. A marca antiga, do time do Flamengo em 1991, era 3m36s58, também com a presença de Fernando Alves e Cleber Costa. O quarteto terminou na sétima posição na prova vencida pelos Estados Unidos, com novo recorde mundial (3m29s00), seguidos pela Austrália (3m29s35) e Rússia (3m30s21).

Ao final do 6o Mundial em Piscina Curta, a equipe brasileira conseguiu duas medalhas, oito finais, quatro semifinais e mais seis atletas entre os 16 primeiros.

Foram batidos sete recordes sul-americanos por brasileiros e mais cinco - três pelo argentino José Meolans - 50m e 100m livre (este último, duas vezes) – , um pelo venezuelano Ricardo Monastérios, 6º colocado nos 1500m livre, e por fim, outro pela uruguaia Serrana Fernandes, nos 50m costas.

A competição teve 92 países participantes e 599 atletas, que superaram sete recordes mundiais e 21 de campeonato. Em Moscou, a Federação Internacional de Natação (Fina) se tornou a primeira no mundo a aprovar a obrigatoriedade dos testes de urina e sangue para detectar doping por EPO e substâncias semelhantes.

E, ontem foi divulgado que as chinesas Ying Shan e Jiawei Zhou, tiveram o exame antidoping positivo para clenbuterol, um esteróide anabolizante. O controle de dopagem foi realizado em 31 de janeiro, e as duas nadadoras foram punidas provisioriamente pela Federação Chinesa. Elas devem ser suspensas por quatro anos, segundo as normas da Fina.

A norte-americana Lindsay Benko venceu ontem os 200m livre, estipulando novo recorde mundial. A nadadora fez a distância em 1min54s04, superando por 13 centésimos a antiga marca que pertencia a costarriquenha Claudia Poll, obtido em 18 de abril de 1997 no Mundial de Gotemburgo (Suécia).

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