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Redação
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• Fora do habitual

A atitude ousada do deputado Carlos Braga (PTB) de abrir mão da disputa da eleição deste ano foi o grande fato político do dia, ontem. Ele fugiu da convencionalidade e do lugar-comum da praxis política ao não tentar dar continuidade a seu mandato ou mesmo não utilizar o pleito deste ano apenas como um trampolim eleitoral para a Prefeitura, em 2004.

• Quadro alterado

Foi uma decisão de quem ainda é jovem - tanto em termos de idade quanto politicamente - de quem aquilatou a dimensão de seu gesto em relação a seu futuro político e de quem sabe que outros momentos decisivos da vida pública municipal surgirão para que seu nome seja colocado, naturalmente, no leque de opções. Enfim, algo que deu uma balançada das boas no quadro eleitoral.

• Filão cobiçado

Além de “inaugurar”, ainda que indiretamente, a sucessão municipal, a decisão de Braga põe para pensar os estrategistas partidários da cidade e da região. Afinal de contas, sua ausência da disputa deixa em aberto milhares de votos, principalmente nos caminhos que podem levar ao Congresso Nacional. Não será difícil o surgimento de novos nomes e até a mudança de alguns (de estadual para federal).

• Para apreciação

Já está na pauta da Câmara Municipal a indicação do ex-delegado de polícia Luiz Augusto de Oliveira Castro para a presidência do DAE. O nome de Castro tem de ser submetido, obrigatoriamente, ao plenário da Casa para ocupar a presidência da autarquia municipal. A votação deve ocorrer na próxima sessão.

• “Fiscalizador”

O vereador José Humberto Santana (PV) rebateu informações nas quais estaria enfrentando dificuldades de relacionamento na Câmara e com professores da Unesp, devido ao caso Fundeb. Santana diz que cumpriu com sua obrigação de fiscalizador do Executivo e lembrou que o caso Fundeb foi o único da CEI do DAE da qual não se registrou questionamentos. “Foi aprovado por unanimidade”, disse, categórico.

• Agora vai

O vereador Edmundo Albuquerque (PPS) avisa que a Prefeitura de Bauru vai abrir, na sexta-feira, os primeiros envelopes da concorrência pública para contratar serviços de recape na cidade. Aliás, para quem rejeita o rótulo de líder do prefeito Nilson Costa (PPS) na Câmara, Edmundo, na sessão de ontem, fez diversas intervenções defendendo o chefe do Executivo.

• Bate-boca

O parlamentar nilsista teve um bate-boca com José Clemente Rezende (PSB), que trouxe à tona, de novo, a discussão de que José Santana foi sondado por um colega da Casa para indicar um secretário. Edmundo pediu que Clemente ou Santana declinasse o nome do vereador. Porém, no calor do debate, o assuntou enveredou para a troca de partidos, com os dois se acusando mutuamente sobre filiações.

• Ávila e Tuga

A aparição do ex-deputado federal Tuga Angerami (PSB) na TV Câmara, na sessão de ontem, permitiu a especulação de que o pepebista José Eduardo Ávila poderia estar a caminho do PSB. Ávila apresentou uma gravação de Tuga, que falou sobre a criação da empresa funerária municipal. O pepebista pediu informações à administração sobre a funerária bancada pelo Município.

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