Cultura

Outono é celebrado em exposições

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 3 min

A melancolia do outono, estação das cores frias, serve como pretexto para espaços culturais da cidade abrirem suas portas para os artistas plásticos. Em um giro rápido por Bauru, o público pode apreciar obras que vão da arte contemporânea à acadêmica tradicional.

Uma dessas exposições é “Paisagens Outonais”, do artista plástico espanhol José Luiz Ortega Pérez. Ele é a bola da vez do projeto Vivaldi, parceria da Universidade do Sagrado Coração (USC) com o Ju Machado Escritório de Arte.

Residente no Brasil desde 1962, Ortega coleciona uma série de exposições nacionais e internacionais, além de trazer prêmios e menções honrosas importantes, com no salão de artes plásticas da Semana Benedito Calixto, em Itanhaém, no litoral de São Paulo.

O nome de Ortega figura na Enciclopédia de Artes Júlio de Lousada, de São Paulo, na Art Trade International Guide of Cotation, de Portugal, e no Annuare de L’Art International, de Paris. Nesta exposição, como o próprio título sugere, o artista mostra uma série de paisagens com as cores típicas do outono.

Abstrato

Outra exposição que merece ser vista é da artista plástica Christina Marianno, a partir de amanhã, no Centro Cultural. A mostra “Conflitos e Tensões” pode ser visitada gratuitamente até dia 30.

Formada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e há três anos em Bauru, Christina, nesta exposição, utiliza-se do abstrato contemporâneo para expressar conflitos humanos, buscando traçá-los nas linhas e formas em suas telas.

A artista vale-se do uso de cores complementares para trabalhar técnicas mistas de acrílico sobre tela.

Além do Centro Cultural, seus trabalhos podem ser vistos atualmente no bar Jazz & Cia. (rua Araújo Leite, 15-88) e na mostra itinerante promovida pela Delegacia Regional de Cultura de Bauru, em Lençóis Paulista. Entre suas referências, a artista cita a arte oriental e os trabalhos do artista plástico brasileiro Manabu Mabe.

Figurativo

No espaço cultural do Bauru Shopping (piso superior), o público pode apreciar os trabalhos acadêmicos da artista plásticas Thaís Lucci. A mostra fica no local até dia 21.

Réplicas

No Sesi, ocorre a exposição “Um Olhar Viajante”, com o tema “O Trabalho”, da série “O Brasil na Arte de Rugendas e Debret”. A exposição traz 15 obras reproduzidas das originais que se encontram na Galeria Debret, no Rio de Janeiro.

Os artistas foram observadores privilegiados da transformação do Brasil em nação independente. Após três séculos de dominação colonial portuguesa, a sociedade brasileira conservou muitas das tradições do colonizador, mas também moldou o seu próprio caráter e sua própria vida.

Não poderia ser diferente nas questões relativas ao trabalho e à atividade econômica. Uma das principais heranças dos tempos coloniais foi a manutenção do regime escravagista, que firmou-se como a base do sistema de produção durante a vigência do regime imperial.

As imagens captadas por Jean Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas mostram as belezas naturais do País, a formação étnica do povo brasileiro, a vida nas cidades e as relações de trabalho.

Serviço

“Paisagens Outonais”, de Ortega, grátis, até 30 de abril, no lobby do Teatro Veritas (USC), rua Irmã Arminda, 10-50. “Conflitos e Tensões”, de Christina Marianno, de 11 a 30 de abril, no Centro Cultural de Bauru, avenida Nações Unidas, 8-9 / (14) 235-1072. “O Trabalho”, no Sesi, grátis, até 14 de abril, rua Rubens Arruda, 8-50 / (14) 234-1066. Exposição de Thaís Lucci, no Bauru Shopping, grátis, até dia 21 / (14) 234-4363.

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