Tribuna do Leitor

CURSOS DA USP

Rodolpho Pereira Lima
| Tempo de leitura: 3 min

Reportagem no JC (24/, pág. 5), noticia que o superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC-Centrinho), dr. José Alberto de Souza Freitas Gastão, solicitou a Reitoria da USP, a instalação de três novos cursos.

Os cursos, segundo a reportagem, compreendem: serviço social (habilitação na área hospitalar - 40 vagas); educador (habilitação em distúrbios da comunicação humana - 40 vagas); terapia ocupacional (direcionamento a portadores de direitos especiais infantis - 40 vagas), todos noturnos.

Esclarece o noticiário que o sr. superintendente afirmou que a Reitoria da USP acha viável e necessária a nova faculdade. A Pós-Reitoria de Graduação virá a Bauru para fazer um estudo e a definição sobre a nova faculdade deverá ocorrer no prazo de 30 dias. A expectativa é de que os cursos estejam funcionando já no ano letivo de 2003.

Na realidade, “o que necessitamos é a construção de um prédio para as aulas e instalação dos departamentos. A universidade já conta com corpo docente para atender o ensino da nova faculdade”, afirmou o superintendente, dr. Gastão.

Excelente notícia, uma nova faculdade para Bauru, com cursos em habilitações profissionais na área da saúde, filiada a Universidade de São Paulo. Bauru está de parabéns. Não são propostas eleiçoeiras, mas sim, ação do ilustre prof. dr. José Alberto de Souza Freitas Gastão, homem de visão ampla, com atuação permanente, voltado para o aparelhamento cada vez melhor e maior eficiência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC-Centrinho/USP). Complexo hospitalar orgulho de Bauru.

O assunto comporta paralelo com a atuação da Secretaria da Educação do Estado. Reportagem no jornal - O Estado de São Paulo - (15/3), sob o título “Nas escolas, testes de audição e visão”, informa que a partir de março último, todos os alunos da primeira série do ensino fundamental do Estado, começariam a ter visão e audição testadas por exames feitos pelos próprios professores. Excelente medida em benefício dos alunos. Daí, os exames serem realizados pelos próprios professores é desvio de função docente. Trata-se de função de educador de saúde pública, da Secretaria da Saúde, que, nas décadas de 60 e 70, percorria os antigos grupos escolares cuidando da saúde dos alunos preventivamente. Vacinava as crianças, dava vermífugo, encaminhava os alunos para o Centro de Saúde para exame médico, depois de fazer testes de visão e audição.

Esse noticiário no Estadão, me fez lembrar o livro “Como vencer na vida sendo professor”, de Hamilton Werneck (Vozes, 2001), com destaque para o capítulo 9: “Esmolar não é sua função”, para análise em paralelo. Não basta o aviltante salário pago ao professor, mais essa atribuição de educador de saúde pública? Inconcebível!...

A sra. secretária da Educação do Estado precisa é dotar todas as escolas estaduais de ensino fundamental de: assistente social e de educador de saúde pública, inclusive, transformar o Cefam (Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério) em Instituto Superior Estadual de Educação. Basta apenas seguir o exemplo de atuação do ilustre e competente dr. Gastão, superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho-USP/Bauru). (Rodolpho Pereira Lima)

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