Os funcionários da Cohab-Bauru defenderam a existência da empresa ontem, na Câmara Municipal. A representante do setor, Leila Pinto, estabeleceu que as Cohab’s viraram síndicas da massa falida e arcaram com a responsabilidade de manter os contratos. Contudo, os funcionários consideram que é viável a manutenção da companhia e pedem a criação de um fundo municipal de habitação.
O segmento reclama que a Cohab mantém contratos habitacionais em desvantagem com o programa desenvolvido pelo Governo Federal, que retirou das companhias o papel de empreendedora de moradias. Sem subsídios e administrando créditos concedidos à população de baixa renda, a empresa convive com a inadimplência em função de fatores sociais como o desemprego.
A funcionária defendeu, porém, que o quadro de profissionais detém conhecimento técnico. A categoria comentou as ações para a renegociação dos débitos junto à CEF, a liberação de hipotecas de contratos quitados e a adoção de um plano de resgate dos recursos da inadimplência. O último item é fundamental para a recomposição do fluxo de caixa da Cohab.