O vereador Renato Purini (PV) e o diretor da empresa Marca Empreendimentos e Participações Ltda., Avelino Cortellini Jr., anunciaram, ontem, que a venda do prédio da estação ferroviária da Noroeste do Brasil (NOB) ao grupo vai ser concretizado no máximo em 30 dias. O empresário vai viabilizar projeto de revitalização do imóvel, transformando-o num centro de lazer e entretenimento.
Ontem, eles se reuniram com o chefe do Escritório Regional da RFFSA em Bauru, engenheiro Paulo Brittes, para definir os últimos detalhes da negociação do imóvel. Na última quarta-feira, os liqüidantes da estatal estiveram em Bauru para tratar do assunto com Brittes e agilizar os trâmites burocráticos.
O valor de venda da estação ainda vai ser discutido e definido com a Rede Ferroviária e com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bauru. O montante será utilizado para pagar dívida trabalhista da estatal com os ferroviários da antiga Superintendência Regional de Bauru (SR-10).
A princípio, o imóvel está avaliado em cerca de R$ 3,8 milhões. A proposta extra-oficial do grupo Marca prevê um sinal de 30% na aquisição do prédio, com o restante do valor sendo dividido em 36 parcelas. O coordenador-geral do sindicato, Roque Ferreira, diz que ainda não recebeu qualquer proposta oficial, por escrito, dos interessados no negócio. “Estou aguardandoâ€, afirma.
Projeto
O ambicioso projeto de remodelação da estação ferroviária da NOB prevê investimentos superiores a US$ 4 milhões. A proposta vai tornar a velha, abandonada e histórica estação em um dos maiores centros de entretenimento, cultura e lazer do Interior do Brasil. O complexo reunirá praça de alimentação, parque temático, exposições, museu ferroviário, salão de convenções, salas de cinema e teatro.
O projeto prevê a manutenção de toda a fachada da estação ferroviária, conforme o tombamento da área já definida pela legislação. O grupo estima que as obras tenham duração de 18 meses. A intenção é unir o complexo ao Calçadão com a Praça Machado de Mello e comércio central.
Para tanto, está prevista a remodelação da frente do prédio da estação, que inclui o uso da faixa da rua com estacionamento. Com isso, o projeto estabelece a junção física do empreendimento com a praça, que também será remodelada.
O complexo inclui, ainda, livrarias, pizzaria, choperia e restaurante, além de estandes para a locação para feiras. Os trilhos instalados no pátio da estação serão mantidos e, sobretudo, a cobertura já revitalizada. Um dos lados do pátio da estação abrigará os espaços para o público anexo à praça de alimentação. Para o outro lado, para onde estão projetados os estantes para os eventos e feiras, o público terá acesso através de rampa por sobre os trilhos. O salão das antigas bilheterias da estação abrigará a praça de alimentação, com centro gastronômico.