Pizzarias, lanchonetes e buffets estão adotando medidas contra golpes praticados no momento da entrega dos pedidos feitos via telefone. Na noite de quinta-feira, entregadores de duas pizzarias de Bauru foram assaltados.
Às 22h30, a vítima foi o entregador Ricardo Martins Simões, 26 anos. Ele saiu para entregar uma pizza e um refrigerante de dois litros na Alameda Netuno, no Parque Santa Edwirges. No local, foi abordado por dois homens armados que o renderam, levando a bolsa térmica com a pizza, o refrigerante e os R$ 35,00 que o funcionário levava para facilitar o troco para uma nota de R$ 50,00, solicitado pelos golpistas.
Às 23h30, foi a vez de William Fogaça Fraisoli, 23 anos, que saiu de uma pizzaria localizada nos Altos da Cidade para fazer uma entrega na rua Pedro Fernandes, que fica no Jardim Ferraz.
No local, cinco homens desconhecidos disseram que o pedido havia sido feito por eles. Ao descer da moto, o entregador foi abordado e derrubado pelos assaltantes. Eles levaram a pizza, a garrafa de refrigerante e mandaram o funcionário sair do local. Em seguida, fugiram em direção à Quinta Ranieri.
Precaução
Fábio Felipe, gerente de uma pizzaria localizada nas imediações do centro da cidade, afirma que para evitar problemas, não aceita pedidos de entregas em bairros como Jardim TV, Jardim Tangarás e Parque Jaraguá. “A gente fica sabendo de casos de assalto nesses locais, então não entregamos maisâ€, diz.
Outra medida que tem tido bastante adesão por parte dos proprietários de estabelecimentos que fazem entregas em domicílio é o uso da bina para identificar as chamadas telefônicas. É o caso da pizzaria gerenciada por João Batista Reis.
“Nós perguntamos o telefone da pessoa. Se não bater com o que aparece na bina, já é um motivo para não entregarmos. Quando é assim e a gente não entrega, eles nem ligam de volta para perguntar sobre o pedidoâ€, expõe.
Outro cuidado tomado no estabelecimento refere-se aos telefones públicos. De acordo com Reis, muitas pessoas mal-intencionadas fazem o pedido de um telefone público e afirmam que estão em casa. “Nós consultamos na nossa lista de orelhões. Se a pessoa mentiu, a gente simplesmente não leva a pizzaâ€, salienta.
Alguns proprietários orientam, ainda, os entregadores a desconfiar de locais de difícil acesso e de pessoas que aguardam na porta da residência a entrega da encomenda. É o caso de Luiz Cláudio Malandrino, proprietário de um buffet de Bauru.
“Eu falo para eles que se houver alguma atitude suspeita, eles não devem parar e podem voltar com o pedido. Eles não entregam em praça ou via pública; só no endereço certinho que pediram. Por esse motivo, duas pizzas voltaram na semana passadaâ€, afirma.
No estabelecimento de Malandrino, os funcionários não sobem para fazer entregas em apartamentos - aguardam na portaria a retirada da encomenda - e há um perímetro definido para as entregas.
Já Toni Rogério Silva, supervisor de uma lanchonete, prefere estabelecer um horário limite para entregas em determinados bairros. Ele cita, por exemplo, o Parque Industrial, em que os pedidos de encomenda são aceitos até às 21h30.