Bairros

Lei garante verba só para ensino fundamental

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

O transporte de estudantes não é restrito à idade, mas sim ao ensino fundamental, que seguindo os termos da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Base é obrigatório para todas as crianças e adolescentes, segundo o supervisor estadual de ensino Rivaldo Paccola. “Também é obrigatório o fornecimento de transporte aos alunos deficientes, moradores da zona rural ou de áreas de difícil acesso”, explica.

Ele diz que para este fim os recursos são encaminhados pelo Ministério da Educação (MEC) para as secretarias de estado, que repassam os valores às prefeituras.

Mas quando se trata de ensino médio existe uma proposta de expansão e não uma obrigação. “Não há norma legal que expresse a obrigatoriedade”, aponta.

Mas ressalta que além do transporte, os estudantes de ensino fundamental, sob a responsabilidade do Estado, têm direito à merenda, material didático e escola próximo à residência, evitando esse deslocamento. Entretanto, o supervisor reconhece que esse último ítem também depende da realidade de cada lugar. â€œÉ dessa dificuldade que entra a intervenção para aumentar a demanda de transporte.”

Mais escolas

Sobre a manifestação dos pais, a secretária municipal de Educação Isabel Algodoal diz entender a preocupação dos mesmos, mas aponta que o protesto foi endereçado erroneamente. “Esse pedido deveria ser feito a autoridades superiores, para secretaria estadual e até os deputados da cidade. São eles que encaminham os valores e as determinações sobre quem deve ser atendido”, comenta.

Ela revela que o serviço, obrigatório para portadores de deficiência e moradores da zona rural, está sendo estendido aos alunos cujas escolas ficam muito distantes de suas casas.

Ao todo são atendidos 4.031 alunos, sendo 2.700 de escolas estaduais, 670 do município e 661 alunos especiais.

â€œÉ uma questão de vontade política. No ano passado a verba anual para o transporte recebida do Estado foi de R$ 110.050,00 e por mês são gastos R$ 180 mil. O valor do repasse não cobre os gastos de um mês.”

A secretária afirmou que para tentar sanar os problemas novas escolas estão sendo construídas na periferia para atender ao déficit. Mesmo assim ela aponta que é difícil, pois com o dinheiro gasto em dois ou três meses com transporte gerariam uma nova unidade. Isabel revela que os custos destas escolas recém entregues pelo município não ultrapassam R$ 600 mil.

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