Bairros

Imóveis abandonados preocupam Bauru

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Morte do proprietário, brigas judiciais, falência financeira ou familiar são algumas das situações que resultam no abandono de um imóvel. Desocupados e esquecidos, estes locais tornam-se palcos de vandalismo e deterioração. Em pouco tempo, acabam sendo invadidos, furtados e usados como abrigo para andarilhos ou esconderijo de marginais.

A vizinhança observa e denuncia, sendo a principal vítima do incômodo. Ambientes vazios são ideais para ladrões e são usados como observatório, esconderijo, “trampolim” para entrar nas casas e canal de escape dos quintais residenciais.

A polícia intervém como pode, coibindo e retirando intrusos. Porém, há limites legais para sua atuação. O poder público notifica e cobra, também seguindo as restrições normativas. Mas os imóveis continuam lá, abandonados. Em muitos casos, são situações que se mantêm por décadas, sem que seja anunciada uma solução ou sequer uma providência.

Os casos mais complexos são as empresas desativadas, que deixam áreas enormes, com armazéns, oficinas, silos e barracões. Apenas outra empresa poderia aproveitar as antigas edificações. Porém, o investimento é alto e pouco atrativo.

Um problema ainda maior quando se trata de patrimônios estatais ou federais, para os quais impera a impiedosa burocracia. Sobram estudos, projetos e propostas de utilização para as monumentais obras, mas falta agilidade na liberação das áreas.

O JC nos Bairros ouviu diversos órgãos e cidadãos e constatou que a preocupação é unânime. No entanto, o poder de solução é restrito e quase sempre emperra na decisão judicial. Enquanto isso, perduram o caos, o medo e os cenários de destruição e descaso.

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