Furtos de toca-fitas, CDs, carros e motos; assaltos e até tentativa de estupro estão acontecendo na área interna dos campus das universidades e faculdades públicas e privadas de Bauru. Para combater a violência, as instituições estão sendo obrigadas a investir em segurança. Homens equipados fazendo rondas rotineiras diminuiram em mais de 50%, em alguns casos, o número de ocorrências.
A preocupação com a segurança dos alunos, professores, funcionários e também com o patrimônio obrigou a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) de Bauru a investir R$ 25 mil no setor. Toda a área do campus foi cercada com alambrados, portarias foram instaladas e para este ano estão programadas a compra de duas motos e a instalação de circuito interno de TV, segundo a diretora administrativa, Adriana Chaves.
Ela explica que a entrada de pessoas no campus, por ter uma área muito extensa, é de difícil controle. “Para resolver este problema instalamos os alambrados. A partir da próxima semana, os docentes e funcionários, já cadastrados, terão a entrada controlada pelos porteiros.â€
Os estudantes ainda continuarão entrando nos estacionamentos com a senha. “Estamos estudando uma forma de controle diferente. Talvez um decalque em cores variadas para diferenciar a faculdade.†De acordo com a diretora, diariamente entram no estacionamento do campus cerca de 900 veículos.
O controle do ponto dos vigilantes da Unesp foi outra inovação implantada pela diretoria para controlar as dez portarias. “A presença do porteiro inibe a entrada de pessoas estranhasâ€, acredita Adriana.
Cursos de aperfeiçoamento para os 40 vigilantes da Unesp foram providenciados pela diretoria. “Investimos na capacitação dos funcionários para que eles possam atuar com mais rigor. Uma parceria com a Polícia Militar tem permitido a atualização desses vigias.â€
De acordo com a diretora administrativa a Unesp tem um programa de segurança nos campus. “Estamos investindo nesta área para nos adequar ao programa da universidade.â€
Chaves admite que, de forma não muito intensa, aconteceram vários tipos de crimes no campus. “Furtos de toca-fitas, CD, carros, motos e até bicicletas já ocorreram na área interna.â€
Rondas na USP
O campus da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru conta com rondas diuturnas nas áreas internas. O objetivo é dar segurança não só aos docentes, funcionários e estudantes, mas também impedir que os usuários sofram qualquer tipo de dano, explica o chefe da segurança, Wellington Coelho de D’Aquino.
De acordo com ele, a vigilância no estacionamento é feita com mais intensidade no horário de expediente. â€œÉ quando tem mais movimento. No período noturno, o movimento é bem menor.â€
Duas motos da própria universidade fazem a ronda interna ao mesmo tempo em que os vigiam observam a área externa. “Somos responsáveis pela área interna e auxiliamos a polícia na vigilância externaâ€, diz D’Aquino
Ele ressalta que, em função do trabalho da equipe de segurança, o índice de ocorrências no campus é quase nulo. “Ocorrem mais nas imediações. Porém, há pouco mais de 30 dias, uma aluna sofreu uma tentativa de estupro. Os seguranças agiram e detiveram o suspeito.â€
Para melhorar ainda mais a segurança, o setor deve implantar, ainda este ano, o monitoramento com circuito de TV. “O sistema já foi aprovado e estamos na fase de elaboração.â€
Terceirizado
A Instituição Toledo de Ensino (ITE) de Bauru encontrou a solução para os furtos de veículos, de toca-fitas e antenas que ocorriam com frequência no estacionamento, terceirizando a segurança.
As medidas adotadas pela direção da ITE envolveram a reestruturação de todo o sistema de segurança, tanto interno quanto externo. A área em torno do prédio foi abrangida e, dessa forma, também os estacionamentos foram incorporados. Eles passaram por uma reforma para criar um maior número de vagas.
A reestruturação implicou no aumento da quantidade de homens, com um prévio treinamento para atender alunos, tanto no momento em que chegam com seus veículos, quanto na circulação pelos corredores. Inclusive foi implementada uma ronda noturna, interna e externamente.
Segundo o diretor administrativo e financeiro, Márcio Toledo, foram adquiridos equipamentos de comunicação para utilização entre os seguranças, uma central de monitoramento, além da instalação de câmeras em alguns locais.
Sem ocorrências
Há oito anos a Universidade do Sagrado Coração (USC) sofria com a onda de furtos de veículos e de objetos dentro dos carros, além de tentativas de estupros contra estudantes. A universidade terceirizou o serviço de segurança e hoje o índice de ocorrências no interior da instituição de ensino zerou.
O responsável pela vigilância, Cláudio Buzalaf explica que foram adotadas várias medidas para proporcionar segurança patrimonial e pessoal para alunos, funcionários e docentes. “Nas três portarias temos pessoal altamente treinado. A movimentação de pessoas é muito grande, porém, se eles suspeitam de alguém fazem a abordagem e acionam a polícia, se necessário.â€
Um sistema de câmeras, circuito de TV e rondas motorizadas e eletrônicas foram adotadas para não permitir que o patrimônio da universidade e de seus usuários sofressem qualquer dano. “A ronda eletrônica obriga o vigilante a sair de um local para outro, enquanto que a ronda motorizada patrulha toda a extensão da USC.â€
No período noturno, após o encerramento das atividades da universidade, a segurança passa a ser armada. “O vigilante não pode usar arma em locais onde há aglomeração de pessoas. Porém, após o encerramento das aulas, uma equipe armada faz a segurança do patrimônio.â€