Cerca de 20 representantes de escolas estaduais de Bauru estiveram reunidos, anteontem, na sede da Associação dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp) para discutirem as negociações com a Secretaria Estadual de Educação. No próximo dia 19, os professores participarão de uma mobilização, em São Paulo, na Praça da República, onde deverá estar presente o secretário da Educação, Gabriel Chalita.
Na reunião de ontem, ficou decidido que durante esta semana, os representantes de escola vão se reunir com os outros professores durante a Hora de Trabalho Pedagógica Coletiva (HTPC) para informarem os colegas sobre a mobilização do próximo dia 19 e esclarecer os pontos que deverão ser discutidos.
De acordo com a conselheira estadual da Apeoesp, Suzi da Silva, o atual governo é autoritário por tomar medidas relativas ao magistério e à escola pública sem qualquer negociação com as entidades representativas e comunidade escolar.
Dois projetos foram enviados à Assembléia Legislativa. Um é sobre uma aumento salarial de 5% e outro sobre um projeto de lei que prevê o bônus de mérito para ser pago em 2003. “Isso é um absurdo. O sindicato não pode aceitarâ€, diz.
Esses projetos, de acordo com Suzi, representam um custo de R$ 638,5 milhões. “Isso demonstra que se tem dinheiro em caixa e é por falta de vontade política que não se transforma o montante em reajuste salarial, capaz de repor perdas salariais acumuladas nos últimos governos e abranger os aposentados
No próximo dia 27, os professores estarão realizando um ato no Calçadão da Batista de Carvalho para esclarecer a população que a luta travada por eles não se restringe a melhoria do salário, mas também se dá por melhores condições de trabalho, garantia de emprego, entre outras prioridades.